
Decidi no começo desse ano parar de beber, apesar de consumir apenas cerveja esporadicamente e aparentemente não causar danos graves a mim mesma e as outras pessoas.
Foi uma escolha pessoal depois de conversas, leituras e reflexão. A base propulsora de minha decisão foi o fato de sempre me mostrar defensora da vida sem drogas e a atitude de continuar a consumir álcool seria contradizer a mim mesma e tudo que venho defendendo ao longo de minha caminhada.
Sabe a história do faça o que digo, mas não faça o que eu faço?
Não foi e não é fácil, a reprovação social, a tentação nas festas dos amigos, o gosto, o cheiro, tudo no começo me parecia tentador a voltar a beber.
Mas estou aqui firme e forte! E atualmente posso afirmar que me sinto mais segura e preparada, por isso resolvi postar um texto com trechos de autores diversos, como forma de incentivo a outras pessoas pararem de beber assim como eu parei:
Considera-se abuso do álcool quando uma pessoa utiliza, mesmo que não constantemente, álcool em quantidade suficiente para causar problemas de saúde ou de outra espécie, como brigas e acidentes automobilísticos. Mesmo sem ser dependente do álcool, uma pessoa que utiliza o álcool sem moderação pode ter complicações tão ou mais sérias que os alcoólatras.
Apesar do desconhecimento por parte da maioria das pessoas, o álcool também é considerado uma droga psicotrópica, pois ele atua no sistema nervoso central, provocando uma mudança no comportamento de quem o consome, além de ter potencial para desenvolver dependência como outras drogas. Assim, tanto as fases como o desenvolvimento emocional do dependente e a recuperação são idênticas, não importando qual a droga de escolha, seja ela o álcool, cocaína, crack, maconha ou qualquer outra droga alteradora de humor.
A bebida alcoólica tem um grau de aceitação social muito grande em nosso país. Apesar de causar dependência, é objeto sempre presente em eventos, comemorações, festas, datas especiais. É tido como sinônimo de progresso, vitória, conquista e felicidade. Em muitos casos, seu uso é estimulado por parentes, amigos e pessoas próximas do convívio social. Essa aceitação demasiada esconde um lado perigoso e legitima o seu consumo indiscriminado.
Contudo, ao mesmo tempo em que a sociedade aceita o consumo de álcool como algo normal, ela reprime aquele que sofre as consequências da dependência alcoólica, o alcoólatra. Este é, por muitas vezes, visto como um indivíduo fraco, imoral e irresponsável. Passa por problemas que vão desde as relações familiares a constrangimentos e críticas no ambiente de trabalho. Um paradoxo social covarde que reflete a ignorância da comunidade em relação à doença.
Os danos que o consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode acarretar são muitas vezes irreparáveis. Por diversas vezes é causa de discussões, violência no trânsito, violência doméstica, doenças, perda de emprego, entre outros. Devido a tais fatores, o Estado regula condutas e impõe leis que dizem respeito à taxação de preço das bebidas alcoólicas, idade mínima para compra de álcool, limitação das horas de compra e funcionamento de bares, proibição total ou parcial de propaganda de bebidas alcoólicas e punições para quem dirige embriagado.
O consumo de álcool é mais difundido na nossa sociedade através de propagandas, marketing e publicidade. A indústria do álcool vem atingindo um público mais jovem e conseqüentemente desencadeando problemas aos consumidores cada vez mais cedo.
A falta de prevenção, o excesso de publicidade, o desconhecimento dos efeitos do álcool, a facilidade de acesso e os baixos preços cobrados na venda de bebidas alcoólicas trazem adversidades e transformam os jovens num grupo bastante suscetível aos malefícios causados pelo álcool. Aumento da agressividade, alteração comportamental, e no caso das mulheres em período de gestação, grande tendência à formação defeituosa do feto são alguns dos fatores que os jovens estão sujeitos a enfrentar.
O alcoolismo se expande de forma crescente, impedindo, dessa forma, que conheçamos todos os males por ele causados. O alcoolismo encontra-se em todas as camadas sociais, disfarçados ou explicito, e interfere na saúde física e mental, e principalmente, na moral e na decência do indivíduo. Por isso, precisamos de uma maior postura dos governantes no combate das causas desta doença. Pois os gastos com seus efeitos, especificamente na saúde pública, são elevados. E a ciência, com sua importância, dinamiza pesquisas na procura de substancias capazes de bloquear a dopamina, quando se ingere o álcool.Os pais não devem fugir da responsabilidade, pois são os principais construtores da personalidade dos filhos. Os pais de hoje devem saber que a instituição familiar perdeu muita força que um dia já possuiu. É necessário, portanto, um maior engajamento, uma postura mais ativa de permanente busca dos filhos e do estimulo para a construção de um mundo de valores compatíveis com a natureza humana.
O alcoolismo é uma doença, causada por um objeto de consumo muitas vezes tratado com certa tolerância e proteção, mas que, no entanto, é semente de graves problemas sociais.
Fontes: http://www.hepcentro.com.br/alcoolismo.htmhttp://oficina.cienciaviva.pt/~pw020/g/alcool.htmhttp://www.inverso.org.br/index.php/content/view/15214.htmlhttp://www.webartigos.com/articles/10278/1/Alcoolismo-e-suas-Consequencias-no-Meio-Social/pagina1.html
Post feito por Petit ♥