sábado, 8 de maio de 2010

:: MÃE ::


Mãe...São três letras apenas

As desse nome bendito:
Também o céu tem três letras
E nelas cabe o infinito
Para louvar a nossa mãe,
Todo bem que se disser
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do CÉU
E apenas menor que Deus!
Mário Quintana

No Brasil, o Dia das mães é comemorado sempre no segundo domingo de maio de acordo com decreto assinado em 1932 pelo presidente Getúlio Vargas.
E aqui no blog não poderíamos deixar essa data passar em branco, por mais difícil que possa parecer o convívio com nossas mães, nunca poderemos esquecer que ela é responsável pelo maior bem que possuímos: a VIDA.
As broncas , as implicâncias, os excessos de carinho refletem apenas o imenso amor que elas possuem por nós.
Devemos tratar com respeito e carinho aquela que nos gerou, que nos criou, que abdicou de sua própria vida pela nossa.


Post feito por Petit ♥


terça-feira, 4 de maio de 2010

:: ÁLCOOL ::

Decidi no começo desse ano parar de beber, apesar de consumir apenas cerveja esporadicamente e aparentemente não causar danos graves a mim mesma e as outras pessoas.
Foi uma escolha pessoal depois de conversas, leituras e reflexão. A base propulsora de minha decisão foi o fato de sempre me mostrar defensora da vida sem drogas e a atitude de continuar a consumir álcool seria contradizer a mim mesma e tudo que venho defendendo ao longo de minha caminhada.
Sabe a história do faça o que digo, mas não faça o que eu faço?
Não foi e não é fácil, a reprovação social, a tentação nas festas dos amigos, o gosto, o cheiro, tudo no começo me parecia tentador a voltar a beber.
Mas estou aqui firme e forte! E atualmente posso afirmar que me sinto mais segura e preparada, por isso resolvi postar um texto com trechos de autores diversos, como forma de incentivo a outras pessoas pararem de beber assim como eu parei:

Considera-se abuso do álcool quando uma pessoa utiliza, mesmo que não constantemente, álcool em quantidade suficiente para causar problemas de saúde ou de outra espécie, como brigas e acidentes automobilísticos. Mesmo sem ser dependente do álcool, uma pessoa que utiliza o álcool sem moderação pode ter complicações tão ou mais sérias que os alcoólatras.
Apesar do desconhecimento por parte da maioria das pessoas, o álcool também é considerado uma droga psicotrópica, pois ele atua no sistema nervoso central, provocando uma mudança no comportamento de quem o consome, além de ter potencial para desenvolver dependência como outras drogas. Assim, tanto as fases como o desenvolvimento emocional do dependente e a recuperação são idênticas, não importando qual a droga de escolha, seja ela o álcool, cocaína, crack, maconha ou qualquer outra droga alteradora de humor.
A bebida alcoólica tem um grau de aceitação social muito grande em nosso país. Apesar de causar dependência, é objeto sempre presente em eventos, comemorações, festas, datas especiais. É tido como sinônimo de progresso, vitória, conquista e felicidade. Em muitos casos, seu uso é estimulado por parentes, amigos e pessoas próximas do convívio social. Essa aceitação demasiada esconde um lado perigoso e legitima o seu consumo indiscriminado.

Contudo, ao mesmo tempo em que a sociedade aceita o consumo de álcool como algo normal, ela reprime aquele que sofre as consequências da dependência alcoólica, o alcoólatra. Este é, por muitas vezes, visto como um indivíduo fraco, imoral e irresponsável. Passa por problemas que vão desde as relações familiares a constrangimentos e críticas no ambiente de trabalho. Um paradoxo social covarde que reflete a ignorância da comunidade em relação à doença.
Os danos que o consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode acarretar são muitas vezes irreparáveis. Por diversas vezes é causa de discussões, violência no trânsito, violência doméstica, doenças, perda de emprego, entre outros. Devido a tais fatores, o Estado regula condutas e impõe leis que dizem respeito à taxação de preço das bebidas alcoólicas, idade mínima para compra de álcool, limitação das horas de compra e funcionamento de bares, proibição total ou parcial de propaganda de bebidas alcoólicas e punições para quem dirige embriagado.
O consumo de álcool é mais difundido na nossa sociedade através de propagandas, marketing e publicidade. A indústria do álcool vem atingindo um público mais jovem e conseqüentemente desencadeando problemas aos consumidores cada vez mais cedo.
A falta de prevenção, o excesso de publicidade, o desconhecimento dos efeitos do álcool, a facilidade de acesso e os baixos preços cobrados na venda de bebidas alcoólicas trazem adversidades e transformam os jovens num grupo bastante suscetível aos malefícios causados pelo álcool. Aumento da agressividade, alteração comportamental, e no caso das mulheres em período de gestação, grande tendência à formação defeituosa do feto são alguns dos fatores que os jovens estão sujeitos a enfrentar.
O alcoolismo se expande de forma crescente, impedindo, dessa forma, que conheçamos todos os males por ele causados. O alcoolismo encontra-se em todas as camadas sociais, disfarçados ou explicito, e interfere na saúde física e mental, e principalmente, na moral e na decência do indivíduo. Por isso, precisamos de uma maior postura dos governantes no combate das causas desta doença. Pois os gastos com seus efeitos, especificamente na saúde pública, são elevados. E a ciência, com sua importância, dinamiza pesquisas na procura de substancias capazes de bloquear a dopamina, quando se ingere o álcool.Os pais não devem fugir da responsabilidade, pois são os principais construtores da personalidade dos filhos. Os pais de hoje devem saber que a instituição familiar perdeu muita força que um dia já possuiu. É necessário, portanto, um maior engajamento, uma postura mais ativa de permanente busca dos filhos e do estimulo para a construção de um mundo de valores compatíveis com a natureza humana.
O alcoolismo é uma doença, causada por um objeto de consumo muitas vezes tratado com certa tolerância e proteção, mas que, no entanto, é semente de graves problemas sociais.



Fontes:
http://www.hepcentro.com.br/alcoolismo.htm
http://oficina.cienciaviva.pt/~pw020/g/alcool.htm
http://www.inverso.org.br/index.php/content/view/15214.html
http://www.webartigos.com/articles/10278/1/Alcoolismo-e-suas-Consequencias-no-Meio-Social/pagina1.html




Post feito por Petit ♥


domingo, 2 de maio de 2010

:: Adoniran Barbosa ::


Na semana passada tive o privilégio de comparecer ao Parque do Ibirapuera para o show em homenagem aos 100 anos do mestre Adoniran.
O evento gratuito foi realizado na área externa do Auditório Ibirapuera, sob a regência do maestro Amilson Godoy, artistas como Jair Rodrigues, Demônios da Garoa, o grupo Língua de Trapo, Eduardo Gudin, Arnaldo Antunes, Roger (Ultraje a Rigor), Vânia Bastos e Patty Ascher que interpretaram clássicos do compositor.

Este é o ano do centenário de um símbolo da cidade de São Paulo .Quem nunca ouviu ou cantou “Trem das Onze” ou “Saudosa Maloca”? Adoniran Barbosa completaria 100 anos em 6 de agosto – ele morreu em 1982.
Pode-se dizer que Adoniran foi um artista multimídia bem antes da criação do termo. Ele atacou de cantor, compositor, humorista e ator dramático em rádio, TV, cinema e circo. Apesar de ter sido considerado “A Voz de São Paulo” pelo crítico literário Antônio Candido e de suas composições serem verdadeiras crônicas da cidade, ele não nasceu na capital. O homem que popularizou o “paulistanês” – aquele sotaque ítalo-paulistano-caipira presente em suas músicas – nasceu em Valinhos, próximo a Campinas. “Mesmo que não tenha nascido aqui, Adoniran se incorporou àquela São Paulo de meados do século passado de um jeito extraordinário e soube sintetizá-la como poucos”, diz Cunha Jr., que faz uso no livro da ironia tão presente trajetória artística do Adoniran

Foram as mesas, ladeiras e o povo que o fez ser quem foi e quem ainda é pelo que deixou. Suas tragédias íntimas e épicos tirados das sarjetas e malocas da cidade fizeram dele um grande contador de histórias. Quando São Paulo está embaixo d’agua por conta dos alagamentos, quem entenderia melhor a dor do paulistano do que ele, que falava do que entendia, do que vivia: Não reclama/ porque o temporal/ destruiu teu barracão/ Não reclama/ güenta a mão, João/ Com o Cebídi aconteceu coisa pior/ Não reclama/ Pois a chuva só levou a tua cama. Era só o que João tinha. Já a casa do Cebídi tava completa e foi toda levada pela enxurrada morro abaixo. Logo, João não tem tanto motivo pra reclamar da sorte.

Adoniran sabia como era difícil para São Paulo ser grande, entendia a dor de ser arranha-céu e de ser barracão. Sampa enfim pode ser consolada através de suas letras. Ele fez a década de 50 tremer, e olha que nem era um dos tremendões. Todos se renderam aos olhos pesados e bigode galante que formavam o rosto boêmio do sambista. Quem não se renderia, até eu daria mole, se ele me desse uma aliança feita com a corda mi do seu cavaquinho – foi o que ele fez na famosa “Prova de carinho”.

Os intelectuais o abraçaram, todos os nerds e universitários de plantão também, mas o povo para quem ele realmente cantava e dedicou a vida, esse se esqueceu dele. No fim da vida, não era tocado em rádios populares e o mercado não dava bola.

Morreu pobre, como quase todo sambista bom morre. Lançou 3 LPs em 40 anos de carreira, tinha fãs de grande nome em seu encalço, como Elis Regina. Exatos 28 anos atrás, o mundo perdeu Rubinato, quer dizer, Adoniran, Charutinho, enfim, ele podia ser quem quisesse, ele se dava esse direito. Parada cardíaca. Uma parada para ele foi o bastante, mas espero que tenha sido de barriga cheia. Só tenho a filosofia/ Que me dá consolação/ Com a barriga assim vazia/ Sei que morrerei/ No necrotério acabaria/ Mas não será de indigestão.

Adoniran não precisa de artigos para explicá-lo, ele mesmo sabia fazer isso, e fazia melhor do que qualquer Barbosa – Eu sou de humilde contato/ Tímido, nem sou loquaz/ Tenho espontâneo relato/ Do meu ego e o que me apraz/ Sou como sou não pedi.


''Todas as homenagens são poucas para esse ícone da música.Gente de todas as idades e gostos musicais admira o trabalho dele''

Serginho Rosa
(integrante dos Demônios da Garoa)




fontes: http://www.amalgama.blog.br
http://revistaepocasp.globo.com



Post feito por Petit ♥


sábado, 1 de maio de 2010

:: 1º MAIO ::


O Dia do Trabalho é comemorado em 1º de maio. No Brasil e em vários países do mundo é um feriado nacional, dedicado a festas, manifestações, passeatas, exposições e eventos reivindicatórios.
Aqui no Brasil existem relatos de que a data é comemorada desde o ano de 1895. Porém, foi somente em setembro de 1925 que esta data tornou-se oficial, após a criação de um decreto do então presidente Artur Bernardes.
O Dia do Trabalho é essencialmente importante, porque é nessa data que lembramos o esforço humano para o progresso da humanidade.
Todas as pessoas, cada uma na sua profissão, são igualmente necessárias. A comunidade depende tanto de engenheiros e médicos quanto de pedreiros, lixeiros e agricultores.
Nada mais justo do que lembrar nesse dia de todos aqueles que com seu trabalho constroem algo de bom para a Pátria e para a Humanidade.



http://iaracaju.infonet.com.br/users/stocker/dia_do_trabalho.htm
http://www.suapesquisa.com/datascomemorativas/dia_do_trabalho.htm



Post feito por Petit ♥


terça-feira, 27 de abril de 2010

:: Em respeito e defesa da vida animal ::

Foi aprovada a lei do Deputado Edson Portilho que permite a tortura de animais em rituais religiosos. Uma lei inaceitável e que vai contra Declaração Universal dos Direitos dos Animais da Unesco:

Artigo 3º
1.Nenhum animal será submetido nem a maus tratos nem a atos cruéis.
2.Se for necessário matar um animal, ele deve de ser morto instantaneamente, sem dor e de modo a não provocar-lhe angústia.


E ainda:

Artigo 11º
Todo o ato que implique a morte de um animal sem necessidade é um biocídio, isto é um crime contra a vida.

É nosso dever garantir para que este deputado nunca mais consiga se reeleger.

Não podemos ficar parados e precisamos fazer a nossa parte e assinar uma petição online para que seja aprovado um projeto de lei do Deputado Federal Ricardo Tripoli (PSDB-SP).
O Projeto de Lei n. 215/2007, que institui o Código Federal de Bem-Estar Animal, é um forte instrumento legal de defesa animal. Acompanha as exigências da União Européia, vedando práticas e regulamentando atividades na área de produção animal, experimentação e controle populacional de animais em meio urbano. Aprovar um projeto deste porte no Congresso Nacional é bastante complexo, pois a maioria dos parlamentares não se importa com a vida animal.
Uma Juventude Consciente deve colaborar para o futuro do Brasil e mostrar para as autoridades que não está de acordo com crimes contra a natureza e contra os animais.
os animais e a natureza) não podem ser punidos pela ganância e pelo sadismo humano.
Faça a sua parte colabore com o abaixo-assinado, pedindo urgência na aprovação do Código de Bem-Estar Animal:





"A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo
modo que seus animais são tratados."

Mahatma Gandhi



Post feito por Petit ♥


domingo, 25 de abril de 2010

:: MSM ::

O Movimento dos Sem Mídia encaminhou, na última quinta-feira (22) um pedido à procuradoria-geral eleitoral de investigação dos quatro principais institutos de pesquisa no país, Datafolha, o Ibope, o Sensus e o Vox Populi. O pedido foi enviado a Roberto Gurgel, que também acumula a função de procurador-geral da República.
A alegação da entidade é de que pairam dúvidas sobre a lisura dos levantamentos promovidos pelos institutos. Eduardo Guimarães, coordenador do MSM e autor do Cidadania.com, considera que se trata de um exercício de cidadania, sem interesses político-eleitorias.
"Mais uma vez, uma eleição no Brasil transcorrerá sob o signo da trapaça, da esperteza, da malandragem, da injustiça, da prepotência, da opressão do poder econômico", escreveu.
O blogueiro critica o fato de representações anteriores, como uma apresentada pelo PSDB, envolver apenas os institutos de pesquisa cujos resultados desfavoreceram o pré-candidato José Serra. Por isso, ele qualifica a medida como "vacina democrática" para o pleito deste ano.


Fonte: redebrasilatual.com.br



Post feito por Petit ♥


terça-feira, 20 de abril de 2010

:: TIRADENTES ::



''Se todos quisermos, poderemos
fazer deste país uma grande
nação.Vamos fazê-la''


Tiradentes


Não poderíamos deixar de prestar nossa homenagem e nossa reverência à data de 21 de abril e à memória do protomártir da Independência do Brasil, o Alferes de Milícia Joaquim José da Silva Xavier - o Tiradentes.
Único condenado à morte e enforcado no Campo da Lampadosa, no Rio de Janeiro. Patrono da Polícia Militar de Minas Gerais. Cometeu um crime hediondo: quis ver o Brasil independente de Portugal. Pagou o preço do sonho com a vida.
Será? O povo brasileiro ainda se lembra de Tiradentes ou ele virou apenas um sinônimo de feriado?

Em 1789, surgiu na cidade de Vila Rica, atual Ouro Preto, a Inconfidência Mineira, movimento revoltoso, personalizado no Alferes Joaquim José da Silva Xavier - Tiradentes - a favor da emancipação do Brasil da Corte Portuguesa. Seu envolvimento com a Inconfidência aconteceu após uma viagem ao Rio de Janeiro, em 1787, quando entrou em contato com as novas idéias políticas e filosóficas recém-chegadas da Europa.
Ao voltar para Vila Rica, em 1788, passou a divulgar em público os propósitos do movimento mineiro. Militares, escritores de renome, poetas famosos, magistrados e sacerdotes tomaram parte nos planos de rebelião.

Os conspiradores pretendiam proclamar uma República, com a abolição imediata da escravatura, procedendo à construção de uma universidade, o desenvolvimento da educação para o povo, além de outras reformas sociais de interesses da coletividade.
Em 1789 a conjuração foi denunciada. Para a maioria dos cerca de vinte presos, foram três longos anos no cárcere, aguardando o julgamento. Em 1792, foram condenados ao exílio na África e só Tiradentes, foi condenado à morte na forca.
Só em 1822 Tiradentes foi reconhecido como mártir da Inconfidência Mineira e em 1865 alçado a condição de Patrono Cívico da Nação Brasileira.

Convém ressaltar que os milicianos de hoje, mesmo que anonimamente, ao defenderem os direitos à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade; nas ruas, nas cidades e nos campos, o fazem com o risco da própria vida, consoante o juramento perante o pavilhão nacional, como o exemplo de Tiradentes, ao defender os ideais da Pátria, em prol da Justiça e da Liberdade.
Lembremo-nos de que, se ontem a responsabilidade era de reunir esforços para criar a pátria, hoje ela nos revela o encargo de mantê-la íntegra e independente e o esforço para que seja preservada a ordem e a segurança que são instituições mestras a que se assentam o progresso e a justiça social.
Tiradentes, portanto, será sempre um referencial de dever e de honra para todos nós.



Texto adaptado da homenagem feita pelos PMSC
http://www.pm.sc.gov.br/website/rediranterior.php?act=1&id=486



Post feito por Petit ♥



segunda-feira, 19 de abril de 2010

:: ÍNDIO ::

Em 1943, o presidente Getúlio Vargas criou por meio de decreto-lei o Dia do Índio. A data escolhida, 19 de abril, é uma homenagem ao Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, que ocorreu no México três anos antes. Mas, índio precisa de data? A questão me remete à letra irreverente da música “Curumim Chama Cunhatã Que Eu Vou Contar” de Jorge Ben Jor e Tim Maia, que diz que “todo dia, toda hora, era dia de índio… Mas agora eles só têm um dia”.

Infelizmente, não é só o índio que precisa de data para ser lembrado. Não à toa, outros grupos que são ou foram de certa forma esquecidos têm sua data. Não me deixa mentir o dia das mulheres, das crianças, e tantos outros. A questão é: como não esquecer do índio, de sua realidade, cultura e arte nos outros 364 dias?

Ter ou não um dia específico para “lembrar” a importância do índio para a sociedade se torna uma discussão pequena se comparada à imensa contribuição que a escrita tem dado. Seja por meio da literatura indígena, escrita por índios, ou pela indianista, escrita por especialistas no assunto.
Vamos usar esse dia para refletir pois é “resgate” não só dos costumes ancestrais desse povo, mas, também da nossa própria história!


fonte: http://cultura.updateordie.com/literatura/2009/04/19/o-dia-do-indio/




Post feito por Petit ♥


sexta-feira, 16 de abril de 2010

:: O Monge e o Executivo ::

Gosto de compartilhar minhas experiências literárias aqui , sempre que possível e que entre no contexto de nossos assuntos.
O livro que hoje eu recomendo é o Monge e o Executivo, obra de James C. Hunter.
Ele conta a história de John Daily, um homem de negócios bem sucedido que percebe, de repente, que está fracassando como chefe, marido e pai. Numa tentativa desesperada de retomar o controle da situação, ele decide participar de um retiro sobre liderança num mosteiro, comandado por Leonard Hoffman, um influente empresário que abandonou tudo em busca de um novo sentido para sua vida.
Um dos conceitos fundamentais é exatamente a palavra liderança. Segundo ele liderança é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum. Com efeito, a liderança eficaz é baseada nos bons relacionamentos e na autoridade, que é a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa de sua influência pessoal.
Hunter baseia todos os seus princípios de liderança em consonância com as verdades bíblicas, especialmente, no modelo de liderança de Cristo, cuja essência era:

“Se você quiser liderar, primeiro deve servir”


Segundo o livro a diferença entre poder e autoridade consiste em: “poder é força que funciona por um tempo, mas fica velho”, “Autoridade, ao contrário, é a habilidade em conseguir que as pessoas façam sua vontade por conta de sua influência pessoal”. Um bom exemplo de autoridade, segundo ele, são nossas mães. “Elas atingem esse status porque nos serviram e continuam a nos servir ao longo de nossas vidas”.
E Jesus demonstrou isso durante todo o seu ministério terreno. Lembremos, Ele não era detentor de qualquer tipo de poder político, econômico ou religioso da época. Herodes, Pôncio Pilatos, os romanos e muitos judeus religiosos tinham poder, mas Jesus não. Ele possuía autoridade. Influência sobre as pessoas que o seguiam. Influência essa que era baseada principalmente na forma como servia ao povo.
O livro ainda coloca as características do amor ágape como o modelo para o líder, assim o capítulo 13 de I Corinthios apresenta-se como o texto áureo da verdadeira liderança. Para verificar, basta trocar as palavras amor/caridade pela expressão verdadeiro líder e terás a seguinte paráfrase: O verdadeiro líder sofre, é bondoso. O verdadeiro líder não é invejoso, não é leviano e não é arrogante. O verdadeiro líder não se porta com indecência, não é mesquinho, não se estressa facilmente e não suspeita o mal. O verdadeiro líder não folga com a injustiça, ama a verdade. O verdadeiro líder acredita, é paciente e tudo suporta.
Recomendo a leitura porque a obra é uma lição de vida não só para os que almejam a verdadeira liderança mas por todos os cristãos. Afinal, liderança não se circunscreve somente ao limites eclesiásticos e ao mercado de trabalho. Pelo contrário deve estar presente em todas as esferas de nossa vida: família, amigos, escolas, universidades e demais entidades. Eis que como cristãos precisamos influenciar as pessoas e a sociedade em que estamos inseridos. É impossível ler este livro sem sair transformado.


O Monge e o Executivo é, sobretudo, uma lição
sobre como se tornar uma pessoa melhor.




Fontes: http://www.ensinodominical.com.br/o-verdadeiro-lider/



Post feito por Petit ♥



domingo, 11 de abril de 2010

:: James Cameron ::

James Cameron e Sigourney Weaver plantam pau-brasil em São Paulo
James Cameron, diretor de Avatar e Titanic, os dois maiores blockbusters da história do cinema, enviou na quarta-feira passada uma carta a Lula pedindo que seja revista a decisão do governo de construir a megausina hidrelétrica de Belo Monte. Na carta, Cameron, que chegou ao Brasil ontem para lançar o DVD de Avatar, pede para ser recebido por Lula e acusa Belo Monte de ser “ um projeto dinossauro, baseado em soluções do século passado“. O Planalto negou a audiência ao cineasta.
Lula não quer poleminar sobre um assunto sobre o qual ele disse na quinta-feira: “Uma coisa vocês podem estar certos: nós vamos fazer Belo Monte. Isso é importante que fique claro em alto e bom som”. Mas a carta foi recebida pelo governo e até agora está sem resposta.
Na carta de 1499 palavras, Cameron diz coisas como:

- Vossa Excelência tem uma grande oportunidade, como líder mundial, de tomar medidas decisivas em curto prazo para demonstrar o comprometimento do Brasil com estas questões vitais. Estou me referindo ao projeto da usina de Belo Monte, que deverá ir a leilão em 20 de abril. Eu acredito profundamente que este projeto não deveria ser realizado, e eu apelo a vossa excelência , com base na lógica e na compaixão, a interceder e impedir seu progresso. - Vossa excelência pode questionar meu posicionamento sobre esta questão, como não brasileiro, mas eu acredito que esse tema nos afeta a todos, em todo o mundo. - Existe vários argumentos lógicos contra a hidrelétrica. A usina irá inundar mais de 500 Km2 de terra, e desviar grande parte do fluxo do Xingu para dois canais artificiais para a barragem. Isto deixará comunidades indígenas e tradicionais sem água, peixes e meios de transporte fluvial por 100 km na Volta Grande. A baixa do nível das águas do rio prejudicará a produção agrícola na região, afetando pequenos agricultores indígenas e não indígenas e a qualidade da água. Provavelmente, a floresta amazônica nesta região não sobreviverá. A formação poças de água represada entre os seixos da Volta Grande será um forte vetor de proliferação de malária e outras doenças . Comunidade rio acima, incluindo os Kayapós, irão sofrer com a perda de peixes migratórios que são parte crucial de sua dieta. - A hidrelétrica de Belo Monte está sendo financiada e subsidiada pelos contribuintes brasileiros, mas pouco da energia gerada irá para a população. A maior parte será consumida pelas mineradoras de alumínio das vizinhanças, que empregam muito pouco em relação aos à energia consumida, e cujos lucros corporativos serão majoritariamente enviados para o exterior. Acredito que a população brasileira não está ciente disso, e vê a hidrelétrica como um projeto criado para seu benefício. As demandas de energia do Brasil seriam melhor atendidas com investimento de uma fração dos custos destes mega-projetos em alternativas mais eficientes e renováveis, como energia eólica e solar . -Acredito que, como líder mundial, Vossa Excelência tem a uma oportunidade sem precedentes de tomar uma posição e ser visto como um herói do século 21, ao guiar o Brasil rumo a uma visão sustentável de futuro. Belo Monte é um projeto dinossauro, baseado em soluções do século passado. Olhar os rios do Brasil como energia líquida é um paradigma obsoleto. - Possivelmente Vossa Excelência me considerem um estrangeiro invasivo que não entende a realidade política de seu país. Mas eu me preocupo profundamente com o futuro de todos nós, e por isso me sinto compelido a falar. Seria uma enorme honra para mim poder discutir estes assuntos pessoalmente com Vossa Excelência.

A polêmica em torno da construção da usina de Belo Monte na Bacia do Rio Xingu, em sua parte paraense, já dura mais de 20 anos. Entre muitas idas e vindas, a hidrelétrica de Belo Monte, hoje considerada a maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, vem sendo alvo de intensos debates na região, desde 2009, quando foi apresentado o novo Estudo de Impacto Ambiental (EIA) intensificando-se a partir de fevereiro de 2010, quando o MMA concedeu a licença ambiental prévia para sua construção
O s movimentos sociais e as lideranças indígenas da região são contrários à obra porque consideram que os impactos socioambientais não estão suficientemente dimensionados. Em outubro de 2009, por exemplo, um painel de especialistas debruçou-se sobre o EIA e questionou os estudos e a viabilidade do empreendimento. Um mês antes, em setembro, diversas audiências públicas haviam sido realizadas sob uma saraivada de críticas, especialmente do Ministério Público Estadual, seguido pelos movimentos sociais, que apontava problemas em sua forma de realização.
A inda em outubro, a Funai liberou a obra sem saber exatamente que impactos causaria sobre os índios e lideranças indígenas kayapó enviaram carta ao Presidente Lula na qual diziam que caso a obra fosse iniciada haveria guerra. Para culminar, em fevereiro de 2010, o Ministério do Meio Ambiente concedeu a licença ambiental, também sem esclarecer questões centrais em relação aos impactos socioambientais.
O governo federal anuncia para o mês de abril próximo, o leilão da usina.



Fontes: http://www.socioambiental.org/esp/bm/index.asp
http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/
http://ego.globo.com


Post feito por Petit ♥

sábado, 10 de abril de 2010

:: Rio de Janeiro ::

Nossos amigos do Estado do Rio de Janeiro estão sofrendo muito. O grande volume de chuva causou estragos, deslizamento e até agora 214 mortos.
É tempo de solidariedade , vamos ajudar os fluminenses:

terça-feira, 6 de abril de 2010

:: 48 HORAS PARA ACABAR COM A CORRUPÇÃO ::

Dentro de menos de 48 horas o Congresso irá finalmente votar no Projeto de Lei Ficha Limpa.

Nós só temos dois dias para convencê-los de passar esta legislação ousada que irá mudar a política brasileira para sempre!

A Lei Ficha Limpa irá remover das eleições candidatos que cometeram crimes sérios como desvio de verba pública, corrupção, assassinato e tráfico de drogas. Vamos pressionar nossos deputados conseguindo 2 milhões de assinaturas para mostrar que se eles não votarem pela "Ficha Limpa" não votaremos neles! Assine clicando no link abaixo e depois divulgue para todo mundo:

domingo, 4 de abril de 2010

:: IMPOSTO JUSTO ::

Nosso Blog acompanha e apóia as iniciativas populares, que demonstram o interesse da população em fazer a diferença.
O Abaixo assinado é um tipo de solicitação coletiva feita em um documento para pedir algo de interesse comum a uma autoridade ou para manifestar apoio a alguém ou demonstrar queixa ou protesto coletivo.
Fica abaixo a iniciativa popular que é mais uma tentativa de forçar a aprovação do Projeto de Lei 300/07 do Deputado Carlito Merrs (PT/SC) que está em trâmite:

A indústria global de videogames atualmente já ultrapassou a indústria do cinema e da música.
Mas o Brasil representa apenas 0,5% da indústria de videogames, apesar do país integrar a lista do grupo de países extremamente atraentes para os negócios, devido a fatores como população acima dos cem milhões de habitantes, área geográfica extensa e PIB.
Por que, então, a representatividade do Brasil é no mercado de jogos é tão baixa?
Por causa dos altos impostos que fazem consoles e jogos custarem até o triplo do que custam nos Estados Unidos.
O Brasil tem hoje 195 milhões de habitantes, dos quais mais da metade são jovens.
É o mercado com maior potencial para crescimento, neste momento, no universo dos games.
Para isso, precisamos fazer nossa parte. Cobrando a diminuição dos impostos sobre games.
Muitas ações podem e devem ser tomadas neste sentido.
De todas, uma é a mais urgente.
O projeto de lei 300/07, apresentado em 2007 pelo então deputado Carlito Merrs (PT-SC), estende para os videogames os benefícios que desoneram produtos de informática.
Se for aprovado, os videogames vão ficar mais baratos instantaneamente.
O problema é que desde 2008 ele está parado na Comissão de Finanças do Senado. O relator é o deputado Antonio Palocci (PT-SP).
Não é possível um projeto de lei de tamanho impacto econômico ficar paralisado dois anos.
A campanha CAMPANHA IMPOSTO JUSTO PARA VIDEO GAMES tem o objetivo de forçar a aprovação desta lei, através da pressão organizada dos brasileiros.
Através de um abaixo assinado e de uma campanha online, faremos chegar a Brasília a voz de milhões de gamers e do mercado organizado de videogames.
Faça sua parte! Entre nesta corrente já e divulgue para seus amigos.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

:: 100 anos de Chico ::



''Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim''



Merecidas as homenagens que vem sendo prestadas a Chico Xavier pelo centenário de seu nascimento, falar da figura dele é trazer uma reflexão sobre o amor ao ser humano focando no exemplo de BRASILEIRO que foi aqui na Terra, sem querer entrar apenas no aspecto religioso e sim humanitário, pois o Chico nunca usou o dinheiro que ganhava em proveito próprio, mas sempre pensando no próximo, coisa rara nos dias de hoje.
Chico foi mais que um grande médium. Ele sempre se mostrou como um exemplo a ser seguido, independente, do credo religioso que tenhamos. Pois tudo nele foi de altruísmo.


Post feito por Petit ♥

segunda-feira, 15 de março de 2010

:: Gilberto Freyre ::



"Não há experiência de corpo que não seja também experiência de alma, o contrário sendo também verdadeiro"
Gilberto Freyre



Nesta segunda-feira, dia 15 de março, o sociólogo Gilberto Freyre completaria 110 anos. O seu livro mais célebre, "Casa Grande e Senzala", (acho que todos aqui já ouviram falar) é um dos que pretendo ler ainda esse ano pois é de grande importância para o entendimento de nosso povo e seu desenvolvimento.

Gilberto Freyre é autor de uma obra complexa que iluminou novos aspectos da cultura brasileira e conquistou renome internacional. Ele se define como intelectual singular e plural. Singular pela originalidade de sua obra. Plural, pela diversidade de ciências e artes em que se engajou.

Freyre fez carreira acadêmica, de artista plástico, jornalista e cartunista no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos. Manteve, porém, uma grande ligação com Pernambuco, em especial Olinda e Recife.

No início dos anos 1920, estudou Ciências Sociais e Artes nos Estados Unidos. O professor Joseph Armstrong tentou convencê-lo a naturalizar-se. Freyre resistiu ao convite por preferir o português. "Hei de criar um estilo", escreveu em seu diário.

Retornou ao Recife em 1924, mas partiu para o exílio após a Revolução de 1930. Depois de lecionar nos Estados Unidos, na Universidade de Stanford, em 1931, viajou para Europa. Voltou ao Rio de Janeiro, em 1932, e se dedicou a escrever "Casa-Grande & Senzala: Formação da Família Brasileira sob o Regime de Economia Patriarcal", sua obra máxima,que foi publicada em 1933 e é considerado um livro-chave da nossa cultura ao interpretar a história da família brasileira sob o regime patriarcal.

Recusou empregos, viveu em casas de amigos e pensões baratas, até que o sucesso do livro lhe devolveu a carreira de professor. Em 1941, casou-se com Maria Magdalena Guedes Pereira.
Deputado federal constituinte, pela UDN (União Democrática Nacional) em 1946, sua vida política foi marcada pela ação contra o racismo. Em 1942, foi preso no Recife por ter denunciado nazistas e racistas no Brasil, inclusive um padre alemão. Reagiu à prisão, juntamente com seu pai, o educador e juiz de Direito, Alfredo Freyre. Ambos foram soltos no dia seguinte, por interferência do general Góes Monteiro. Em 1954, apresentou propostas para eliminar as tensões raciais na Assembléia Geral das Nações Unidas.

Freyre recebeu diversas homenagens. Entre elas, em 1962, o desfile da escola de samba Mangueira, com enredo inspirado em "Casa-grande & Senzala". Foi doutor pelas Universidades de Paris (Sorbonne, França), Colúmbia (EUA), Coimbra (Portugal), Sussex (Inglaterra) e Münster (Alemanha). Em 1971, a rainha Elizabeth 2ª lhe conferiu o título de Sir (Cavaleiro do Império Britânico).

Em 04 de janeiro de 1977, o Globo Repórter homenageou Gilberto Freyre: os vídeos podem ser assistidos clicando aqui.




Fontes: http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u228.jhtm
http://g1.globo.com/globoreporter/0,,MUL1530357-16619,00-GILBERTO+FREYRE+COMPLETARIA+ANOS.html





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quinta-feira, 11 de março de 2010

:: Cezar Peluso ::

Antes de postar a notícia eu informo a todos que ficarei um pouco ausente do blog e diminuirei minha freqüência de posts devido ao período de provas intermediárias que começam na semana que vem na faculdade.
Sintam-se a vontade para mandar dúvidas ou propor assuntos que poderão ser tratados aqui no blog futuramente , nosso endereço eletrônico é: juventude.consciente@hotmail.com

Vamos para a notícia:



Ontem o ministro Cezar Peluso (foto) foi eleito o novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) para o biênio 2010-2012. A eleição ocorreu no início da sessão plenária da quarta-feira (10). O ministro Carlos Ayres Britto será o vice-presidente. A posse da nova gestão está marcada para o dia 23 de abril.
No Supremo desde junho de 2003, o ministro Peluso tem marcado sua atuação na Corte pela sobriedade na análise dos processos sob sua relatoria. Dois casos de grande repercussão que estavam sob relatoria do ministro, e que foram julgados nos últimos dois anos, foram a ação penal resultante do Inquérito 2424, que investiga um ministro do STJ e outros juízes e promotores por suposta venda de sentenças, e, mais recentemente, o pedido de extradição do italiano Cesare Battisti.
Na extradição, o voto de Peluso, determinando a entrega do italiano para seu país de origem, foi acompanhado pela maioria dos ministros da Corte. Da mesma forma que no julgamento em que a Corte recebeu (em parte) a denúncia contra os magistrados investigados no inquérito.
Assim que for empossado, o ministro assume automaticamente a presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), conforme determina a Emenda Constitucional 61, recentemente aprovada pelo Congresso Nacional. Ele também deixará de participar da Segunda Turma do STF. Os processos que estão sob sua relatoria serão distribuídos para o ministro Gilmar Mendes.
A bagagem jurídica que carrega confere ao ministro Cezar Peluso uma posição de destaque no colegiado. Segundo observadores, a vasta experiência que acumulou como juiz de carreira lhe deu tranqüilidade para assumir seu lugar no Supremo Tribunal Federal sem sobressaltos nem hesitação. Ele vem se estabelecendo como uma referência na área processual e, como relator, tem sido freqüentemente seguido por seus pares nos julgamentos. Sua sólida formação no direito de família tem feito com que também nessa área seus votos repercutam nas decisões do STF. Critica com dureza os atos que considera abusos da imprensa e a incompreensão em relação às decisões judiciais. Na área penal, tem se mostrado um juiz preocupado em garantir os direitos individuais dos acusados, com interpretações consideradas mais liberais, sem se deixar levar pelo clamor público. Foi dele a decisão de conceder habeas corpus ao coronel Mario Colares Pantoja, acusado de comandar o massacre em Eldorado dos Carajás, no Pará, no qual 19 manifestantes sem-terra foram assassinados. Relatou a Ação Direta de Inconstitucionalidade que questionava a criação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), afirmando que ela desrespeitava a cláusula pétrea da Constituição que estabelece a separação e a independência dos poderes. Em seu voto, o ministro afirmou que o Poder Judiciário não é federal nem estadual, mas, sim, unitário e nacional. Lembrou da ineficácia das corregedorias dos tribunais e recomendou à magistratura que se dispa de preconceitos corporativos.

É considerado um juiz aplicado, meticuloso e de opiniões firmes. Atribui-se à sua segurança a tranqüilidade que tem para despachar com os advogados. Ele também vem demonstrando que, quando convencido dos argumentos dos colegas, tem disposição para reformular posições e mudar seu voto.

Especializou-se em Filosofia do Direito, sob orientação do professor Miguel Reale (USP). Seus cursos de pós-graduação para o mestrado em Direito Civil foram orientados pelo professor Sílvio Rodrigues, na Faculdade de Direito da USP; e pelo professor Agostinho Neves de Arruda Alvim, na Faculdade Paulista de Direito da PUC. O doutorado, na USP, foi sob orientação do professor Alfredo Buzaid.
Publicou livros sobre a preclusão processual civil, notas remissivas à legislação processual vigente, o Estatuto da Criança e do Adolescente Comentado, em colaboração com Antonio Fernando do Amaral e Silva e outros; Repertório de Jurisprudência e Doutrina sobre Direito de Família — Aspectos Constitucionais, Civis e Processuais, em colaboração com Yussef Said Cahali e outros.

Nos 38 anos dedicados à magistratura, Cezar Peluso atuou em diversas comarcas paulistas, sendo juiz da Sétima Vara de Família e Sucessões da Capital do Estado, juiz do Segundo Tribunal de Alçada Civil (5a Câmara) e juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça. Tornou-se desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, com assento na Segunda Câmara de Direito Privado, em 1986. Também participou de comissões examinadoras de concursos para juízes e atuou em diversos ramos da Escola Paulista de Magistratura. Como acadêmico, foi professor de Direito Processual Civil na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e da Universidade Católica de Santos.

Segundo o juiz de direito aposentando Wálter Maierovitch, o presidente eleito é um técnico, um jurista, um consagrado processualista, mestre de Direito Processual. Suas decisões no Tribunal de Justiça paulista foram sempre muito elogiadas. Quando atuou como juiz, trabalhou também no órgão de Corregedoria. Ele conhece como ninguém os problemas da magistratura. O que é muito bom, porque ao ser conduzido à presidência do STF, ele assume automaticamente o Conselho Nacional de Justiça.

Para Maierovitch, Peluso tem tudo para ser um bom presidente e, sobretudo, para colocar o Supremo no lugar certo, adequado. Para o magistrado aposentado, Gilmar Mendes teria banalizado o Supremo e derrubado a credibilidade do Judiciário, porque atuou como se o STF fosse uma corte política e, portanto, sujeita às pressões e influências políticas.

Para quem estava acostumado a ver o atual presidente Gilmar Mendes palpitando na mídia sobre qualque tema, irá sentir diferença com o estilo Peluso. Ele não é “bocão” como o presidente que sai.





Fonte: stf.jus.br
analisejustica.com.br
diariodeumjuiz.com
g1.globo.com

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quarta-feira, 10 de março de 2010

:: CIGARRO ::

Os fumantes brasileiros estão preocupados com a saúde e 82% deles já sofreram com problemas relacionados ao tabaco. E mais: 65% são a favor das leis de proibição total ao fumo em ambientes fechados. Entre os não fumantes, essa aprovação sobe para 80% dos entrevistados.
Os dados fazem parte da pesquisa do International Tobacco Control (ITC), que avalia, em 20 países, o impacto das políticas públicas implementadas pelos governos. O estudo foi divulgado ontem (dia 9) pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), na véspera da votação, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, do projeto de lei que proíbe o fumo em ambientes fechados em todo o território nacional.

"Alguns Estados e municípios se adiantaram e têm leis que proíbem o fumo em lugar fechado, mas a indústria do tabaco ajuizou ações questionando que a legislação estadual não pode se sobrepor a uma lei federal, que permite o fumódromo", afirmou Tânia Cavalcante, coordenadora do Programa de Controle do Tabagismo do Inca.

Ela citou estimativa do instituto, de 2008, segundo a qual seis mil pessoas morreram, naquele ano, por tabagismo passivo. "Os fumódromos têm de ser banidos. Precisamos de uma lei federal que acabe com a disputa na esfera judicial e resolva a questão. Sem os fumódromos, cai o consumo e a indústria não quer que isso aconteça. É uma questão exclusivamente econômica. E a economia não pode estar acima da saúde pública", defendeu.

Em janeiro de 2006, o Brasil ratificou adesão à Convenção-Quadro, tratado internacional de saúde pública com a chancela da Organização Mundial de Saúde. Entre as medidas com as quais o País se comprometeu está a proibição do fumo em ambiente fechado. O prazo para a medida ser adotada vence em 2011.

Como moradora da cidade de São Paulo posso afirmar que a lei antifumo foi umas das melhores medidas tomadas no ano passado.
A chamada lei antifumo, foi aprovada no ano de 2009 pela Assembléia Legislativa de São Paulo e pelo governador José Serra (PSDB), a lei bane o uso de cigarro e derivados de tabaco em ambientes de uso coletivos públicos e privados em todo o Estado.
A lei que cria ambientes livres de tabaco em São Paulo visa defender a saúde, principalmente, das pessoas que não fumam, mas acabam obrigadas a inalar a fumaça do cigarro daquelas que fumam. O tabagismo passivo, fumo de segunda mão, tabagismo involuntário ou exposição à fumaça do tabaco ambiental são diferentes conceituações do mesmo fenômeno.
O fumo passivo é um grave problema de saúde pública. Já está comprovado que não existem níveis seguros de inalação da fumaça de cigarros. Já no início dos anos 60, importantes instituições de saúde, como o Royal College of Physicians de Londres e o Surgeon General dos Estados Unidos, divulgaram dados apontando a relação entre fumo passivo e câncer do pulmão. Com o avanço das comprovações científicas sobre os males para a saúde pública, em 1971, os Estados Unidos já aprovavam leis protetoras aos fumantes passivos.
No começo da década de 80 foi divulgado o célebre estudo de Hirayama, no Japão, que avaliava a incidência de câncer de pulmão em pessoas que nunca haviam fumado. Esse estudo pioneiro, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa do Centro Nacional de Câncer, avaliando mais de 100 mil mulheres, demonstrou que esposas de fumantes apresentavam incidência dobrada de câncer pulmonar, quando comparadas às mulheres casadas com não fumantes.




Um filme que indico a todos a assistir é o “Obrigado por fumar” que critica a indústria tabagista de forma muito bem humorada e inteligente, fugindo das famosas campanhas clichês que tanto vemos espalhadas nos dias de hoje.
Não vou dizer o que você deve fazer ou não, apenas tenha consciência do mal que você causa as outras pessoas e não só a você quando acende o seu cigarro.


NUNCA É TARDE PARA MUDAR DEPENDE DE VOCÊ!


Fontes: leiantifumo.sp.gov.br
g1.globo.com

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domingo, 7 de março de 2010

:: MULHER ::

Como mulher, me sinto mais do que na obrigação de postar neste dia 8 de março, uma data que homenageia a figura de nós mulheres que a cada ano temos mais reconhecido, o nosso papel de peça indispensável para a manutenção da sociedade.
A data foi criada em homenagem a 129 operárias que morreram queimadas numa ação da polícia para conter uma manifestação numa fábrica de tecidos. Essas mulheres estavam pedindo a diminuição da jornada de trabalho de 14 para 10 horas por dia e o direito à licença-maternidade. Isso aconteceu em 8 de março de 1857, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.
A luta pela participação da mulher na sociedade é velha e precisa de mais esforço, para que não exista o diferencial entre homem e mulher, mas que todos devem ser iguais como seres humanos que pensam, que produzem e que quer seu espaço na sociedade moderna, para poder avançar conjuntamente com todos aqueles que buscam a melhora conjunta para todos.
Inicialmente, falar em mulher é bifurcar-se em dois parâmetros de fundamental importância no mundo moderno, quer dizer, é vê-la pelo lado romântico de Julieta; das criações de Vinicius de Morais; de Pablo Neruda; e, muitos outros que a encantaram em prosas e versos. Do mesmo modo, é imprescindível observar a mulher pelo lado de sua integração na sociedade, conquistando espaço e ajudando a construir um mundo sem discriminação, onde homens e mulheres se completam na busca de um bem-estar conjunto, todos numa só união. Neste sentido, a mulher deve seguir os dois caminhos, o de ser feminina-mulher-mãe e o de ser agente social, econômico e político. Uma mulher participativa, trabalhadora e que quer contribuir para a evolução dos tempos, como um ser humano que pensa, tem que ter forças e deve ser útil à sociedade.
A mulher busca seu espaço e esta é uma atividade política e deve exercê-la com muita eficiência; pois, ela antes de tudo é um ser humano que tem braços, tem pernas, tem cabeça e raciocina como qualquer pessoa viva do planeta terra. Só que, esse espaço político deve ser conquistado sem exageros, tendo em vista que qualquer excesso é, e deverá ser sempre, condenável por qualquer ser humano. A reivindicação de seus direitos é um dever natural e ela não deve abdicar dessa participação que lhe compete; do contrário, a vida participativa chega ao seu ápice do monotonismo e ela fica sem sentido para o viver.
O objetivo de oficializar o Dia da Mulher não é somente a homenagem e a comemoração. Todo ano ocorrem diversas reuniões e debates onde são discutidos os papéis das mulheres na sociedade. Maneiras de acabar com o preconceito, a violência, o desprestígio e a desvalorização, também são pautas desses encontros realizados em diversos países pelo mundo inteiro.
Muito ainda precisa ser mudado, mas estamos caminhando para tentar diminuir essas diferenças, pois a mulher tem e sempre será terá um importante papel na sociedade.


Fontes: ibge.gov.br
fashionbubbles.com
eumed.net/cursecon/libreria/2004/lgs-mem/10.htm



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quarta-feira, 3 de março de 2010

:: A Revolução dos Bichos ::

Desenho de Ben Templesmith

Recentemente eu li por orientação de um professor na faculdade, o livro ''A Revolução dos Bichos'', uma obra clássica de George Orwell, pseudônimo de Eric Arthur Blair (1903-50).
O livro é uma narrativa que ilustra a ganância humana como quão rápido e fácil os homens no poder podem se corromper. Foi usado como arma anticomunista na Guerra Fria, pois transcende os marcos históricos da ditadura stalinista.
Resumindo muito a obra, temos que a história se centraliza no sonho de um velho porco de criar uma granja governada por animais, sem a exploração dos homens e concretiza-se com uma revolução. Como já aconteceu com outras revoluções, a dos bichos também é fadada à tirania, com a ascensão de uma minoria no poder. Nesta fábula feita sob medida para a Revolução Russa, “todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais do que os outros”.
A Revolução dos Bichos nos faz entender o funcionamento das sociedades comandadas por diferentes tipos de governo, além de mostrar de forma genial, até que ponto o homem pode chegar para conseguir alcançar seus objetivos e se manter no poder.
Espero ter despertado a todos uma curiosidade em relação a uma das mais importantes obras sobre poder já escritas. Fica aqui uma dica literária para esta semana. Boa leitura!


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segunda-feira, 1 de março de 2010

:: José Mindlin ::


"Num mundo em que o livro deixasse de existir, eu não gostaria de viver."



No ultimo domingo em São Paulo, faleceu o bibliófilo José Mindlin. Ele tinha 95 anos e estava internado há cerca de um mês no hospital Albert Einstein. A morte foi causada por falência múltipla de órgãos.
Em 2006, Mindlin entrou para a Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira número 29, antes pertencente ao historiador e escritor Josué Montello.
José Ephim Mindlin nasceu em São Paulo em 8 de setembro de 1914. Formou-se em Direito em 1936, pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
Advogou até 1950, quando foi um dos fundadores e presidente da empresa Metal Leve S/A, empresa pioneira em pesquisa e desenvolvimento tecnológico próprio no seu campo de atuação. Em sua atividade empresarial desenvolveu grande esforço em prol do avanço tecnológico brasileiro e no processo de exportação de produtos manufaturados brasileiros.

Colecionador de livros desde os 13 anos, o bibliófilo José Mindlin decidiu, em 2006, doar seu acervo à USP (Universidade de São Paulo), criando a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. O nome é uma homenagem ao bibliófilo e sua mulher, Guita Mindlin, que morreu em 2006.
Entre as raridades que foram doadas estão desde o primeiro livro em que o Brasil foi mencionado numa coletânea de viagens de Fracanzano da Montalbodo, de 1507, que noticia a viagem de Cabral, obras de história, periódicos, trabalhos científicos e didáticos, álbuns ilustrados, gravuras e edições valiosas de grandes obras da literatura nacional, muitas primeiras impressões e volumes autografados pelos próprios autores. Ao todo, foram doados cerca de 17 mil títulos, ou 40 mil volumes.
Uma vida entre livros é uma obra desavergonhadamente derramada, sincera, até um pouco exagerada às vezes, como se passa quando se confessa uma paixão. Nele, Mindlin deixou de lado a vida mais crua do mundo empresarial para se dedica a entregar aos leitores, sem nenhuma pose de literato, pequenos tesouros íntimos. José Mindlin é, pode-se afirmar, o grande amante dos livros no Brasil. Uma única regra o guiou na construção de sua esplêndida coleção, o prazer da leitura. "O que não gosto, e raramente acontece, é de ler por obrigação", diz. Mesmo diante daqueles títulos raros que sempre desejou e nunca conseguiu comprar, é o prazer, e não a cobiça, que o move. Ainda há muitos desejos insatisfeitos. Um deles é adquirir a primeira edição de Cultura e opulência do Brasil, de Antonil, publicada em 1711. Chegou a tê-la um dia nas mãos, mas não conseguiu comprá-la.

O empresário ensinou que a mais importante qualidade de um bibliófilo não é a fortuna, ou a erudição, mas a paciência. Ele relatava, para os que duvidavam, a difícil história que viveu com a primeira edição de O Guarany, de José de Alencar, de 1857. O livro – que é hoje um dos tesouros de sua biblioteca – foi oferecido a amigos do empresário, nos anos 60, por um grego, que pedia por ele algo como US$ 1.000. Para desespero de Mindlin, que só veio a saber da oferta depois, nenhum dos amigos se interessou. Dez anos depois, a primeira edição da obra apareceu no catálogo de um leilão de raridades na Inglaterra. Ele fez a encomenda a um livreiro londrino, que acabou deixando o livro escapar porque o achou caro demais. Em 1977, Mindlin foi a um leilão de livros raros em Paris e lá soube que O Guarany estava disponível. Na viagem de volta, já com seu tesouro no colo, pelo qual pagou muito mais do que o preço original, Mindlin pegou no sono. Ao desembarcar, não se deu conta de que deixara o livro caído no tapete do avião. A Air France o achou, três dias depois, em Buenos Aires. Foi preciso esperar mais alguns dias até o volume chegar, são e salvo, a seu destino definitivo.
Em matéria de livros, garante, que cada um deve ser capaz de fazer suas próprias escolhas. O leitor deve se permitir passar de Machado a Astérix ou de Shakespeare a Agatha Chirstie. O importante é o prazer da leitura.

A morte de Mindlin foi uma das maiores perdas para o nosso país tão carente de cultura e leitores apaixonados.Todas as homenagens são poucas comparadas a sua grandeza.



Fontes: recantodasletras.uol.com.br/homenagens/2113428
folha.uol.com.br



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