segunda-feira, 15 de março de 2010

:: Gilberto Freyre ::



"Não há experiência de corpo que não seja também experiência de alma, o contrário sendo também verdadeiro"
Gilberto Freyre



Nesta segunda-feira, dia 15 de março, o sociólogo Gilberto Freyre completaria 110 anos. O seu livro mais célebre, "Casa Grande e Senzala", (acho que todos aqui já ouviram falar) é um dos que pretendo ler ainda esse ano pois é de grande importância para o entendimento de nosso povo e seu desenvolvimento.

Gilberto Freyre é autor de uma obra complexa que iluminou novos aspectos da cultura brasileira e conquistou renome internacional. Ele se define como intelectual singular e plural. Singular pela originalidade de sua obra. Plural, pela diversidade de ciências e artes em que se engajou.

Freyre fez carreira acadêmica, de artista plástico, jornalista e cartunista no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos. Manteve, porém, uma grande ligação com Pernambuco, em especial Olinda e Recife.

No início dos anos 1920, estudou Ciências Sociais e Artes nos Estados Unidos. O professor Joseph Armstrong tentou convencê-lo a naturalizar-se. Freyre resistiu ao convite por preferir o português. "Hei de criar um estilo", escreveu em seu diário.

Retornou ao Recife em 1924, mas partiu para o exílio após a Revolução de 1930. Depois de lecionar nos Estados Unidos, na Universidade de Stanford, em 1931, viajou para Europa. Voltou ao Rio de Janeiro, em 1932, e se dedicou a escrever "Casa-Grande & Senzala: Formação da Família Brasileira sob o Regime de Economia Patriarcal", sua obra máxima,que foi publicada em 1933 e é considerado um livro-chave da nossa cultura ao interpretar a história da família brasileira sob o regime patriarcal.

Recusou empregos, viveu em casas de amigos e pensões baratas, até que o sucesso do livro lhe devolveu a carreira de professor. Em 1941, casou-se com Maria Magdalena Guedes Pereira.
Deputado federal constituinte, pela UDN (União Democrática Nacional) em 1946, sua vida política foi marcada pela ação contra o racismo. Em 1942, foi preso no Recife por ter denunciado nazistas e racistas no Brasil, inclusive um padre alemão. Reagiu à prisão, juntamente com seu pai, o educador e juiz de Direito, Alfredo Freyre. Ambos foram soltos no dia seguinte, por interferência do general Góes Monteiro. Em 1954, apresentou propostas para eliminar as tensões raciais na Assembléia Geral das Nações Unidas.

Freyre recebeu diversas homenagens. Entre elas, em 1962, o desfile da escola de samba Mangueira, com enredo inspirado em "Casa-grande & Senzala". Foi doutor pelas Universidades de Paris (Sorbonne, França), Colúmbia (EUA), Coimbra (Portugal), Sussex (Inglaterra) e Münster (Alemanha). Em 1971, a rainha Elizabeth 2ª lhe conferiu o título de Sir (Cavaleiro do Império Britânico).

Em 04 de janeiro de 1977, o Globo Repórter homenageou Gilberto Freyre: os vídeos podem ser assistidos clicando aqui.




Fontes: http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u228.jhtm
http://g1.globo.com/globoreporter/0,,MUL1530357-16619,00-GILBERTO+FREYRE+COMPLETARIA+ANOS.html





Post feito por Petit ♥



quinta-feira, 11 de março de 2010

:: Cezar Peluso ::

Antes de postar a notícia eu informo a todos que ficarei um pouco ausente do blog e diminuirei minha freqüência de posts devido ao período de provas intermediárias que começam na semana que vem na faculdade.
Sintam-se a vontade para mandar dúvidas ou propor assuntos que poderão ser tratados aqui no blog futuramente , nosso endereço eletrônico é: juventude.consciente@hotmail.com

Vamos para a notícia:



Ontem o ministro Cezar Peluso (foto) foi eleito o novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) para o biênio 2010-2012. A eleição ocorreu no início da sessão plenária da quarta-feira (10). O ministro Carlos Ayres Britto será o vice-presidente. A posse da nova gestão está marcada para o dia 23 de abril.
No Supremo desde junho de 2003, o ministro Peluso tem marcado sua atuação na Corte pela sobriedade na análise dos processos sob sua relatoria. Dois casos de grande repercussão que estavam sob relatoria do ministro, e que foram julgados nos últimos dois anos, foram a ação penal resultante do Inquérito 2424, que investiga um ministro do STJ e outros juízes e promotores por suposta venda de sentenças, e, mais recentemente, o pedido de extradição do italiano Cesare Battisti.
Na extradição, o voto de Peluso, determinando a entrega do italiano para seu país de origem, foi acompanhado pela maioria dos ministros da Corte. Da mesma forma que no julgamento em que a Corte recebeu (em parte) a denúncia contra os magistrados investigados no inquérito.
Assim que for empossado, o ministro assume automaticamente a presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), conforme determina a Emenda Constitucional 61, recentemente aprovada pelo Congresso Nacional. Ele também deixará de participar da Segunda Turma do STF. Os processos que estão sob sua relatoria serão distribuídos para o ministro Gilmar Mendes.
A bagagem jurídica que carrega confere ao ministro Cezar Peluso uma posição de destaque no colegiado. Segundo observadores, a vasta experiência que acumulou como juiz de carreira lhe deu tranqüilidade para assumir seu lugar no Supremo Tribunal Federal sem sobressaltos nem hesitação. Ele vem se estabelecendo como uma referência na área processual e, como relator, tem sido freqüentemente seguido por seus pares nos julgamentos. Sua sólida formação no direito de família tem feito com que também nessa área seus votos repercutam nas decisões do STF. Critica com dureza os atos que considera abusos da imprensa e a incompreensão em relação às decisões judiciais. Na área penal, tem se mostrado um juiz preocupado em garantir os direitos individuais dos acusados, com interpretações consideradas mais liberais, sem se deixar levar pelo clamor público. Foi dele a decisão de conceder habeas corpus ao coronel Mario Colares Pantoja, acusado de comandar o massacre em Eldorado dos Carajás, no Pará, no qual 19 manifestantes sem-terra foram assassinados. Relatou a Ação Direta de Inconstitucionalidade que questionava a criação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), afirmando que ela desrespeitava a cláusula pétrea da Constituição que estabelece a separação e a independência dos poderes. Em seu voto, o ministro afirmou que o Poder Judiciário não é federal nem estadual, mas, sim, unitário e nacional. Lembrou da ineficácia das corregedorias dos tribunais e recomendou à magistratura que se dispa de preconceitos corporativos.

É considerado um juiz aplicado, meticuloso e de opiniões firmes. Atribui-se à sua segurança a tranqüilidade que tem para despachar com os advogados. Ele também vem demonstrando que, quando convencido dos argumentos dos colegas, tem disposição para reformular posições e mudar seu voto.

Especializou-se em Filosofia do Direito, sob orientação do professor Miguel Reale (USP). Seus cursos de pós-graduação para o mestrado em Direito Civil foram orientados pelo professor Sílvio Rodrigues, na Faculdade de Direito da USP; e pelo professor Agostinho Neves de Arruda Alvim, na Faculdade Paulista de Direito da PUC. O doutorado, na USP, foi sob orientação do professor Alfredo Buzaid.
Publicou livros sobre a preclusão processual civil, notas remissivas à legislação processual vigente, o Estatuto da Criança e do Adolescente Comentado, em colaboração com Antonio Fernando do Amaral e Silva e outros; Repertório de Jurisprudência e Doutrina sobre Direito de Família — Aspectos Constitucionais, Civis e Processuais, em colaboração com Yussef Said Cahali e outros.

Nos 38 anos dedicados à magistratura, Cezar Peluso atuou em diversas comarcas paulistas, sendo juiz da Sétima Vara de Família e Sucessões da Capital do Estado, juiz do Segundo Tribunal de Alçada Civil (5a Câmara) e juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça. Tornou-se desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, com assento na Segunda Câmara de Direito Privado, em 1986. Também participou de comissões examinadoras de concursos para juízes e atuou em diversos ramos da Escola Paulista de Magistratura. Como acadêmico, foi professor de Direito Processual Civil na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e da Universidade Católica de Santos.

Segundo o juiz de direito aposentando Wálter Maierovitch, o presidente eleito é um técnico, um jurista, um consagrado processualista, mestre de Direito Processual. Suas decisões no Tribunal de Justiça paulista foram sempre muito elogiadas. Quando atuou como juiz, trabalhou também no órgão de Corregedoria. Ele conhece como ninguém os problemas da magistratura. O que é muito bom, porque ao ser conduzido à presidência do STF, ele assume automaticamente o Conselho Nacional de Justiça.

Para Maierovitch, Peluso tem tudo para ser um bom presidente e, sobretudo, para colocar o Supremo no lugar certo, adequado. Para o magistrado aposentado, Gilmar Mendes teria banalizado o Supremo e derrubado a credibilidade do Judiciário, porque atuou como se o STF fosse uma corte política e, portanto, sujeita às pressões e influências políticas.

Para quem estava acostumado a ver o atual presidente Gilmar Mendes palpitando na mídia sobre qualque tema, irá sentir diferença com o estilo Peluso. Ele não é “bocão” como o presidente que sai.





Fonte: stf.jus.br
analisejustica.com.br
diariodeumjuiz.com
g1.globo.com

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quarta-feira, 10 de março de 2010

:: CIGARRO ::

Os fumantes brasileiros estão preocupados com a saúde e 82% deles já sofreram com problemas relacionados ao tabaco. E mais: 65% são a favor das leis de proibição total ao fumo em ambientes fechados. Entre os não fumantes, essa aprovação sobe para 80% dos entrevistados.
Os dados fazem parte da pesquisa do International Tobacco Control (ITC), que avalia, em 20 países, o impacto das políticas públicas implementadas pelos governos. O estudo foi divulgado ontem (dia 9) pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), na véspera da votação, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, do projeto de lei que proíbe o fumo em ambientes fechados em todo o território nacional.

"Alguns Estados e municípios se adiantaram e têm leis que proíbem o fumo em lugar fechado, mas a indústria do tabaco ajuizou ações questionando que a legislação estadual não pode se sobrepor a uma lei federal, que permite o fumódromo", afirmou Tânia Cavalcante, coordenadora do Programa de Controle do Tabagismo do Inca.

Ela citou estimativa do instituto, de 2008, segundo a qual seis mil pessoas morreram, naquele ano, por tabagismo passivo. "Os fumódromos têm de ser banidos. Precisamos de uma lei federal que acabe com a disputa na esfera judicial e resolva a questão. Sem os fumódromos, cai o consumo e a indústria não quer que isso aconteça. É uma questão exclusivamente econômica. E a economia não pode estar acima da saúde pública", defendeu.

Em janeiro de 2006, o Brasil ratificou adesão à Convenção-Quadro, tratado internacional de saúde pública com a chancela da Organização Mundial de Saúde. Entre as medidas com as quais o País se comprometeu está a proibição do fumo em ambiente fechado. O prazo para a medida ser adotada vence em 2011.

Como moradora da cidade de São Paulo posso afirmar que a lei antifumo foi umas das melhores medidas tomadas no ano passado.
A chamada lei antifumo, foi aprovada no ano de 2009 pela Assembléia Legislativa de São Paulo e pelo governador José Serra (PSDB), a lei bane o uso de cigarro e derivados de tabaco em ambientes de uso coletivos públicos e privados em todo o Estado.
A lei que cria ambientes livres de tabaco em São Paulo visa defender a saúde, principalmente, das pessoas que não fumam, mas acabam obrigadas a inalar a fumaça do cigarro daquelas que fumam. O tabagismo passivo, fumo de segunda mão, tabagismo involuntário ou exposição à fumaça do tabaco ambiental são diferentes conceituações do mesmo fenômeno.
O fumo passivo é um grave problema de saúde pública. Já está comprovado que não existem níveis seguros de inalação da fumaça de cigarros. Já no início dos anos 60, importantes instituições de saúde, como o Royal College of Physicians de Londres e o Surgeon General dos Estados Unidos, divulgaram dados apontando a relação entre fumo passivo e câncer do pulmão. Com o avanço das comprovações científicas sobre os males para a saúde pública, em 1971, os Estados Unidos já aprovavam leis protetoras aos fumantes passivos.
No começo da década de 80 foi divulgado o célebre estudo de Hirayama, no Japão, que avaliava a incidência de câncer de pulmão em pessoas que nunca haviam fumado. Esse estudo pioneiro, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa do Centro Nacional de Câncer, avaliando mais de 100 mil mulheres, demonstrou que esposas de fumantes apresentavam incidência dobrada de câncer pulmonar, quando comparadas às mulheres casadas com não fumantes.




Um filme que indico a todos a assistir é o “Obrigado por fumar” que critica a indústria tabagista de forma muito bem humorada e inteligente, fugindo das famosas campanhas clichês que tanto vemos espalhadas nos dias de hoje.
Não vou dizer o que você deve fazer ou não, apenas tenha consciência do mal que você causa as outras pessoas e não só a você quando acende o seu cigarro.


NUNCA É TARDE PARA MUDAR DEPENDE DE VOCÊ!


Fontes: leiantifumo.sp.gov.br
g1.globo.com

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domingo, 7 de março de 2010

:: MULHER ::

Como mulher, me sinto mais do que na obrigação de postar neste dia 8 de março, uma data que homenageia a figura de nós mulheres que a cada ano temos mais reconhecido, o nosso papel de peça indispensável para a manutenção da sociedade.
A data foi criada em homenagem a 129 operárias que morreram queimadas numa ação da polícia para conter uma manifestação numa fábrica de tecidos. Essas mulheres estavam pedindo a diminuição da jornada de trabalho de 14 para 10 horas por dia e o direito à licença-maternidade. Isso aconteceu em 8 de março de 1857, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.
A luta pela participação da mulher na sociedade é velha e precisa de mais esforço, para que não exista o diferencial entre homem e mulher, mas que todos devem ser iguais como seres humanos que pensam, que produzem e que quer seu espaço na sociedade moderna, para poder avançar conjuntamente com todos aqueles que buscam a melhora conjunta para todos.
Inicialmente, falar em mulher é bifurcar-se em dois parâmetros de fundamental importância no mundo moderno, quer dizer, é vê-la pelo lado romântico de Julieta; das criações de Vinicius de Morais; de Pablo Neruda; e, muitos outros que a encantaram em prosas e versos. Do mesmo modo, é imprescindível observar a mulher pelo lado de sua integração na sociedade, conquistando espaço e ajudando a construir um mundo sem discriminação, onde homens e mulheres se completam na busca de um bem-estar conjunto, todos numa só união. Neste sentido, a mulher deve seguir os dois caminhos, o de ser feminina-mulher-mãe e o de ser agente social, econômico e político. Uma mulher participativa, trabalhadora e que quer contribuir para a evolução dos tempos, como um ser humano que pensa, tem que ter forças e deve ser útil à sociedade.
A mulher busca seu espaço e esta é uma atividade política e deve exercê-la com muita eficiência; pois, ela antes de tudo é um ser humano que tem braços, tem pernas, tem cabeça e raciocina como qualquer pessoa viva do planeta terra. Só que, esse espaço político deve ser conquistado sem exageros, tendo em vista que qualquer excesso é, e deverá ser sempre, condenável por qualquer ser humano. A reivindicação de seus direitos é um dever natural e ela não deve abdicar dessa participação que lhe compete; do contrário, a vida participativa chega ao seu ápice do monotonismo e ela fica sem sentido para o viver.
O objetivo de oficializar o Dia da Mulher não é somente a homenagem e a comemoração. Todo ano ocorrem diversas reuniões e debates onde são discutidos os papéis das mulheres na sociedade. Maneiras de acabar com o preconceito, a violência, o desprestígio e a desvalorização, também são pautas desses encontros realizados em diversos países pelo mundo inteiro.
Muito ainda precisa ser mudado, mas estamos caminhando para tentar diminuir essas diferenças, pois a mulher tem e sempre será terá um importante papel na sociedade.


Fontes: ibge.gov.br
fashionbubbles.com
eumed.net/cursecon/libreria/2004/lgs-mem/10.htm



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quarta-feira, 3 de março de 2010

:: A Revolução dos Bichos ::

Desenho de Ben Templesmith

Recentemente eu li por orientação de um professor na faculdade, o livro ''A Revolução dos Bichos'', uma obra clássica de George Orwell, pseudônimo de Eric Arthur Blair (1903-50).
O livro é uma narrativa que ilustra a ganância humana como quão rápido e fácil os homens no poder podem se corromper. Foi usado como arma anticomunista na Guerra Fria, pois transcende os marcos históricos da ditadura stalinista.
Resumindo muito a obra, temos que a história se centraliza no sonho de um velho porco de criar uma granja governada por animais, sem a exploração dos homens e concretiza-se com uma revolução. Como já aconteceu com outras revoluções, a dos bichos também é fadada à tirania, com a ascensão de uma minoria no poder. Nesta fábula feita sob medida para a Revolução Russa, “todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais do que os outros”.
A Revolução dos Bichos nos faz entender o funcionamento das sociedades comandadas por diferentes tipos de governo, além de mostrar de forma genial, até que ponto o homem pode chegar para conseguir alcançar seus objetivos e se manter no poder.
Espero ter despertado a todos uma curiosidade em relação a uma das mais importantes obras sobre poder já escritas. Fica aqui uma dica literária para esta semana. Boa leitura!


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segunda-feira, 1 de março de 2010

:: José Mindlin ::


"Num mundo em que o livro deixasse de existir, eu não gostaria de viver."



No ultimo domingo em São Paulo, faleceu o bibliófilo José Mindlin. Ele tinha 95 anos e estava internado há cerca de um mês no hospital Albert Einstein. A morte foi causada por falência múltipla de órgãos.
Em 2006, Mindlin entrou para a Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira número 29, antes pertencente ao historiador e escritor Josué Montello.
José Ephim Mindlin nasceu em São Paulo em 8 de setembro de 1914. Formou-se em Direito em 1936, pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
Advogou até 1950, quando foi um dos fundadores e presidente da empresa Metal Leve S/A, empresa pioneira em pesquisa e desenvolvimento tecnológico próprio no seu campo de atuação. Em sua atividade empresarial desenvolveu grande esforço em prol do avanço tecnológico brasileiro e no processo de exportação de produtos manufaturados brasileiros.

Colecionador de livros desde os 13 anos, o bibliófilo José Mindlin decidiu, em 2006, doar seu acervo à USP (Universidade de São Paulo), criando a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. O nome é uma homenagem ao bibliófilo e sua mulher, Guita Mindlin, que morreu em 2006.
Entre as raridades que foram doadas estão desde o primeiro livro em que o Brasil foi mencionado numa coletânea de viagens de Fracanzano da Montalbodo, de 1507, que noticia a viagem de Cabral, obras de história, periódicos, trabalhos científicos e didáticos, álbuns ilustrados, gravuras e edições valiosas de grandes obras da literatura nacional, muitas primeiras impressões e volumes autografados pelos próprios autores. Ao todo, foram doados cerca de 17 mil títulos, ou 40 mil volumes.
Uma vida entre livros é uma obra desavergonhadamente derramada, sincera, até um pouco exagerada às vezes, como se passa quando se confessa uma paixão. Nele, Mindlin deixou de lado a vida mais crua do mundo empresarial para se dedica a entregar aos leitores, sem nenhuma pose de literato, pequenos tesouros íntimos. José Mindlin é, pode-se afirmar, o grande amante dos livros no Brasil. Uma única regra o guiou na construção de sua esplêndida coleção, o prazer da leitura. "O que não gosto, e raramente acontece, é de ler por obrigação", diz. Mesmo diante daqueles títulos raros que sempre desejou e nunca conseguiu comprar, é o prazer, e não a cobiça, que o move. Ainda há muitos desejos insatisfeitos. Um deles é adquirir a primeira edição de Cultura e opulência do Brasil, de Antonil, publicada em 1711. Chegou a tê-la um dia nas mãos, mas não conseguiu comprá-la.

O empresário ensinou que a mais importante qualidade de um bibliófilo não é a fortuna, ou a erudição, mas a paciência. Ele relatava, para os que duvidavam, a difícil história que viveu com a primeira edição de O Guarany, de José de Alencar, de 1857. O livro – que é hoje um dos tesouros de sua biblioteca – foi oferecido a amigos do empresário, nos anos 60, por um grego, que pedia por ele algo como US$ 1.000. Para desespero de Mindlin, que só veio a saber da oferta depois, nenhum dos amigos se interessou. Dez anos depois, a primeira edição da obra apareceu no catálogo de um leilão de raridades na Inglaterra. Ele fez a encomenda a um livreiro londrino, que acabou deixando o livro escapar porque o achou caro demais. Em 1977, Mindlin foi a um leilão de livros raros em Paris e lá soube que O Guarany estava disponível. Na viagem de volta, já com seu tesouro no colo, pelo qual pagou muito mais do que o preço original, Mindlin pegou no sono. Ao desembarcar, não se deu conta de que deixara o livro caído no tapete do avião. A Air France o achou, três dias depois, em Buenos Aires. Foi preciso esperar mais alguns dias até o volume chegar, são e salvo, a seu destino definitivo.
Em matéria de livros, garante, que cada um deve ser capaz de fazer suas próprias escolhas. O leitor deve se permitir passar de Machado a Astérix ou de Shakespeare a Agatha Chirstie. O importante é o prazer da leitura.

A morte de Mindlin foi uma das maiores perdas para o nosso país tão carente de cultura e leitores apaixonados.Todas as homenagens são poucas comparadas a sua grandeza.



Fontes: recantodasletras.uol.com.br/homenagens/2113428
folha.uol.com.br



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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

:: ARRUDA Parte 3 : impeachment ::

Manifestantes protestam contra Arruda em frente à sede da Polícia Federal em Brasília

Comissão Especial da Câmara Legislativa do Distrito Federal, formada por cinco deputados, aprovou por unanimidade, nesta sexta-feira (26), o parecer favorável do deputado Chico Leite (PT) que pede, em quatro processos, o impeachment do governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), acusado de comandar um esquema de distribuição de propina revelado durante a Operação Caixa de Pandora, em 27 novembro do ano passado.

O Impeachment é um processo político, não criminal, que tem por objetivo apenas afastar o presidente da república ou qualquer outra pessoa do executivo sem que por isso ele seja condenado penalmente. Na atual Constituição de 1988, o artigo 85 especifica as várias ocasiões em que o presidente pode vir a ser processado. Se ele cometer um crime comum ele será julgado pelo Supremo Tribunal federal, se foi por um crime considerado de responsabilidade (de falta de probidade administrativa, por exemplo) o encaminhamento é outro.

O parecer será enviado ao plenário da Casa na terça-feira (2), que aceita ou não o pedido. Se aprovado, o governador afastado terá 20 dias para se defender. A defesa volta para a comissão especial, que julga o mérito. No caso de ela aceitar o pedido, o impeachment volta ao plenário e deve ser aprovado por, no mínimo, 2/3 dos votos. Se acatado, Arruda é afastado por 120 dias. Depois disso, uma comissão formada por cinco deputados distritais e cinco desembargadores faz o julgamento final. A procuradoria da Câmara deve soltar um parecer sobre quando Arruda pode ou não mais renunciar.

José Roberto Arruda está preso na superintendência da Polícia Federal desde o dia 11 de fevereiro por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ), acusado de tentar subornar uma testemunha do caso. O vice-governador, Paulo Octávio, que assumiu o cargo interinamente, renunciou na tarde de terça-feira (23). Com a renúncia, o cargo de governador interino do Distrito Federal foi assumido pelo presidente da Câmara Legislativa Wilson Lima.


QUEREMOS JUSTIÇA!

fontes: noticias.uol.com.br
educaterra.terra.com.br
g1.globo.com


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domingo, 14 de fevereiro de 2010

:: CARNAVAL ::

foto acima mostra o carnaval no Brasil antigamente

O Carnaval hoje em dia é conhecido por ser uma festa apenas de promiscuidade mas as coisas nem sempre foram assim. Se você entrevistar uma pessoa de 50 ou 60 anos ela vai lhe contar como se ia no carnaval antigamente, a família ia celebrar a alegria, externar a alegria. O carnaval era uma festa profundamente religiosa, familiar e comunitária. Com o passar do tempo, foram se infiltrando pessoas que não tinham família, que não comungavam desse desejo de celebrar a alegria em família. E na Itália iniciou-se um processo de mascaramento do carnaval. Para que as pessoas se divertissem à vontade sem que fossem descobertos, começaram a usar máscaras.
O que aconteceu com os grandes focos do carnaval no Brasil? Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Recife? Pouco a pouco acabou assumindo falsos valores. Não era mais uma festa de família, não era mais uma festa de brincantes, mas sim uma festa com o objetivo claro de levar as pessoas à alienação de si mesmo pelas drogas, alienação do valor do seu corpo pela prostituição, alienação da sua vontade pelo alcoolismo, pela bebida. Então aquilo que era uma festa para a família brincar, ela não pode mais participar.

Por um lado as escolas de samba mostrando a nudez como se fosse o maior valor e isso patrocinado por um grande canal de televisão, e vende isso para o mundo inteiro. O Brasil é conhecido como o país do carnaval e do futebol;e daí que nós precisamos recuperar o grande sentido comunitário que se manifesta no carnaval e no futebol, que o Brasil é um país de gente que aprendeu a ser família, a ser irmão.

Precisamos de propostas que levem as pessoas a experimentarem a alegria. Não adianta de nada dizer para a pessoa não ir lá, porque se a pessoa vai e experimenta a alegria e a alegria é sensível, Santo Tomás de Aquino aqui precisa ser lembrado, ele dizia que tudo aqui que chega na razão humana passa pelos sentimentos. A alegria que a pessoa sente lá é uma alegria real. Aquela música, aquela batucada, a beleza, o conjunto da obra, leva as pessoas a viverem uma alegria. Agora, eu só vou convencer as pessoas de que existe uma alegria maior, levando-as a experimentar a verdadeira alegria. Eu só vou conseguir mostrar para as pessoas que existe uma música que me eleva além de me alegrar, à medida que as pessoas cantando nossas músicas, dançando nossas canções experimentem uma alegria que não é regada com bebida e com droga. É com valores com algo objetivo, retomando Santo Tomás, passando pelos sentimentos, pelas emoções que nós vamos atingir os corações das pessoas

O que mais se fala nos desfiles das escolas de samba é a palavra comunidade. “A comunidade da vila tal”, “a comunidade de não sem da onde”. Por quê? Porque ali tem todo um esforço comunitário; é preciso renunciar muita coisa para estar lá, gente que passa lá dia e noite, trabalhando e gastando; gente que paga caro para desfilar porque aquilo é fruto de expressão comunitária, a comunidade está ali, mas mal usada. É mesma coisa que uma faca: Você tem uma faca em casa para cortar legumes, frutas, descascar alguma coisa para cozinhar, mas esta mesma faca pode matar alguém. È mais ou menos o que acontece com a cultura.

Por isso é nosso dever não deixar o Carnaval continuar virando aquilo que acabou se transformando nos dias de hoje , uma festa comercial onde o maior objetivo é apenas a diversão. É nosso dever como brasileiros conservar este espírito de união e preservar o samba, que já faz parte de nossa cultura.O Carnaval é um dos símbolos de nosso país. Mas alegria não é sinônimo apenas de prazer.


Faça sua parte!



adaptação de um texto escrito por Pe. Léo,sjc encontrado no blog:
blog.cancaonova.com/lavrinhas/2009/01/05/carnaval-e-cultura/
foto retirada do blog:conhecaalvinopolis.blogspot.com


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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

:: Brasil tem 2ª maior tarifa de celular do mundo ::

O Brasil só perde para a África do Sul quando o critério é o custo do minuto de ligação de telefone celular, segundo reportagem de Julio Wiziack, para a Folha .O levantamento foi feito pela consultoria europeia Bernstein Research.
As tarifas de telefonia celular no Brasil são elevadas porque o governo brasileiro não abre mão de impostos e as operadoras não querem baixar o valor extra cobrado por minuto de seus clientes quando estes telefonam para um assinante da concorrente, diz a reportagem.
Em média, o consumidor brasileiro paga R$ 0,45 por minuto, segundo a pesquisa, em chamadas locais para celulares da própria operadora. Esse valor passa de R$ 1 caso a chamada termine em um número da operadora móvel concorrente. A carga tributária, em média, é de 42% do preço por minuto ao consumidor. O setor diz que é uma das cargas mais pesadas do mundo.
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) informa que já contratou uma consultoria especializada para ajudá-la a definir o modelo de custo dos serviços prestados pelas operadoras móveis. O trabalho deverá ser concluído em 18 meses.
Uma notícia como esta apenas exalta a necessidade de reforma tributária em nosso País...



fonte:folha.uol.com.br


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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

:: BIG BABACAS BRASIL ::

Hoje o texto que vou postar é sobre uma das coisas que eu mais odeio na televisão brasileira o tão famoso e esperado BBB.
Tive contato com este texto através de um tópico na comunidade Brasil no Orkut.
Foi originalmente postado no blog 13pessoasenganadas e acho que vale a pena conferir a critica feita pelo autor do texto ao reality show. Boa leitura:

''A onda de ignorância coletiva está de volta. O BBB, mediocridade global, chega à 10ª edição com o mesmo formato: palco de conversas inúteis, toscas e superficiais que, ao longo de semanas, vão se transferindo para os lares brasileiros. Sim, porque o programa comandado pelo jornalista e pseudo-intelectual Pedro Bial é uma tentativa de bestialização da população brasileira. Não se fala de idéias, mas de pessoas.

Na verdade, o BBB volta porque dá audiência e, por conseqüência, é altamente rentável. É isso que o povo quer? Numa análise superficial, sim. Mas será que um programa cultural, com conteúdo, em seu lugar, daria ibope? Ou seja, a Globo oferece ao povo o que ela quer que este receba: algo inútil, alienante, patético. Não precisa pensar, trocar idéias. O BBB 10 será assim como foram os anteriores: o telespectador transformado em cúmplice e identificado com a fofoca diária de uma nova geração de anônimos ansiosos por 15 minutos de fama, trancados dentro de uma casa.

Como habitual, a seleção dos participantes foi feita de forma criteriosa a se criar o ambiente de exploração sexual e pornográfica. Na telinha, só as mais belas bundas e corpos sarados. Os milhões que prestaram ao ridículo de se inscreverem para a seleção do programa, coitados... No BBB, nada de gente pobre, sem modos, cabeça-chata, gordos, baixinhos, nem qualquer coisa que lembre o tipo físico característico do brasileiro, composto por uma complexa miscigenação étnica. Afinal, a coisa é como diz Boninho, idealizador do programa: "Ninguém quer ver o que é feio."

Os participantes são escolhidos a dedo, mas a Globo é cruel e desumana a ponto de alimentar as esperanças de milhões de pessoas que ingenuamente acreditam nas inscrições públicas do programa. A lógica é só ganhar dinheiro, e isso já começa por aí. Durante as inscrições para o BBB, o site da Globo é tomado por uma avalanche de acessos diários.

O BBB é um golpe de marketing literalmente sensacional da emissora 'duas caras'. É uma produção de baixo custo, que rende muito dinheiro. A fórmula permite meios de aumentar a receita da corporação, fugindo da tradicional venda de publicidade em seus intervalos. Em parceria com as operadoras de telefonia, arrecadam-se milhões em dia de paredão. Dinheiro suficiente em um único dia, que se investido em causas sociais, daria para mudar os rumos da vida de muita gente.

Além do mais, a Globo vai fazer de pessoas insossas e obscuras, novas celebridades. Vai valer-se delas para em seguida descartá-las. E vai ganhar dinheiro com isso também. E muito dinheiro, vindo do bolso daqueles que aplaudem a própria miséria.

Em tese, assiste o BBB quem quer, mas a massa alienada e dominada pela cultura televisiva de 5ª categoria dificilmente vai abrir mão do show. Quanto tudo estiver terminado, porém, e o povo estiver dando vivas e adorações ao novo Bambam ou Alemão, teremos aí a certeza de que um novo ídolo dos bestializados acabou de surgir.

Na média, há cerca de 29 milhões de ligações votando em algum candidato para ser eliminado. Vamos colocar o preço da ligação a R$0,30 e só, sem impostos e afins. Então, teremos R$8.700.000,00. Isso mesmo! Oito milhões e setecentos mil reais que o povo brasileiro gasta em cada paredão!

Suponhamos que a Rede Globo tenha feito um contrato “50% a 50%”, ou melhor,”meio a meio” com uma operadora de telefonia, ou seja, ela embolsou R$4.350.000,00. Alguém poderia ficar indignado com a Rede Globo e a operadora de telefonia ao saber que as classes menos letradas e abastadas da sociedade, que ganham mal e trabalham o ano inteiro, ajudam a pagar o prêmio do vencedor e, claro, as contas dessas empresas.

Mas o “x” da questão não é esse. É saber que paga-se para obter um entretenimento vazio, que em nada colabora para a formação e o conhecimento de quem dele desfruta. Mostra só a ignorância da população, além da falta de cultura e até vocabulário básico dos participantes e, conseqüentemente, daqueles que só bebem nessa fonte. Certa está a Rede Globo.

O programa BBB dura cerca de 3 meses, ou seja, o “sábio público” tem ainda várias chances de gastar quanto dinheiro quiser com as votações. Aliás, algo muito natural, para quem gasta mais de R$8.000.000,00 numa só noite. Coisa de país rico como o nosso, claro.

Nem a Unicef (órgão das Nações Unidas para a infância), quando faz o programa Criança Esperança, pela própria Rede Globo e com um forte apelo social, arrecada tanto dinheiro. Vai ver, deveriam bolar um “BBB Unicef”. Mas, há dúvidas se daria audiência. Prova disso é que, na Inglaterra, pensou-se em fazer um BBB só com gente inteligente. O projeto morreu na fase inicial, de testes de audiência.

Qual o motivo do fracasso? O nível das conversas diárias foi considerado muito alto, ou seja, o público não se interessaria. Programas como BBB existem no mundo inteiro, mas explodiram em audiência em países de 3º mundo. Um país como o nosso, onde o cidadão vota para eliminar um bobão qualquer, mas não se lembra em quem votou na última eleição. Que vota numa legenda política sem jamais ter lido o programa do partido, mas que gasta seu escasso salário num programa que acredita ser de extrema utilidade para o seu desenvolvimento pessoal e que não perde um capítulo sequer para estar bem informado na hora de “pagar” pelo seu voto.

Que eleitor é esse? Depois, não adianta dizer que político é ladrão, corrupto, safado. Quem os colocou lá? Claro, o mesmo eleitor do BBB. Depois agüente absolvições do Renan Calheiro, aumentos dos IOFs, falências dos sistemas de saúde, epidemias de febre-amarela e dengue... E de quebra, trabalhando igual a um burro mais de 5 meses por ano para sustentar nefastas instituições absolutamente desacreditadas pela sociedade.

Enfim, estamos no início de mais uma temporada do BBB, sigla que reflete, como nenhuma outra, a prostituição de valores de nossa sociedade.

Esteja certo de uma coisa: os iletrados e os aprendizes, vítimas da falência da cultura, da educação e da família, terão dezenas de horas de puro deleite de como ser falso, mentiroso, infiel, hipócrita, leviano, canalha, com todos os derivativos da falta de ética e imoralidade estando à mostra.

Mas o contribuinte não deve ligar mesmo. Ele tem condições financeiras de juntar dinheiro para ligar em um paredão ao invés de comprar um livro de literatura, filosofia ou de qualquer entretenimento televisivo relevante para melhorar a sua articulação, a sua autocrítica e a sua consciência.''


“A ignorância é a mãe de todos os males.”
François Rabelais (1483-1553), escritor e padre francês


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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

:: Procurador mantém pedido de cassação a 16 vereadores de SP ::

Parabens ao O procurador regional eleitoral Luiz Carlos dos Santos Gonçalves que emitiu, nesta quarta-feira (3), pareceres mantendo o pedido de rejeição de contas e cassação de 16 vereadores de São Paulo (SP). Todos eles haviam recorrido de decisão em primeira instância e, agora, os casos estão prontos para serem julgados no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).

Em outubro, os parlamentares perderam o mandato por decisão de Aloisio Sérgio Rezende Silveira, juiz da 1ª Zona Eleitoral. Todos eles recorreram. A análise em segunda instância é feita por um colegiado de desembargadores do TRE. Não há data definida para julgamento do caso, nem necessidade de os acusados apresentarem nova defesa.

"Todos os casos nos quais o juiz determinou a cassação receberam um parecer idêntico a esse, mudam os nomes, o valor da doação e o percentual, mas a argumentação jurídica é absolutamente a mesma", explica Gonçalves. "Sustentamos o acerto da cassação e que o prazo para se recorrer de sentença definido para as eleições (Lei 12.034/09) não se aplica a casos anteriores e também é inconstitucional", analisa.

A referência é à alteração, feita na minirreforma eleitoral aprovada em 2009 no Congresso, do artigo 30 da lei 9.504/1997. A nova redação define que "qualquer partido político ou coligação poderá representar à Justiça Eleitoral, no prazo de 15 (quinze) dias da diplomação" para questões "relativas à arrecadação e gastos de recursos".

A alegação de que o prazo não se aplica a pleitos anteriores decorre de a data da mudança na lei ter sido apenas no ano passado. Antes disso, não havia limite de prazo para representações judiciais. No parecer, Gonçalves lembra que o julgamento das contas de campanha é feito oito dias antes da posse dos candidatos eleitos. Com apenas mais 15 dias para contestações, a margem para questionar receitas ficaria restrita a três semanas no total.

O texto da minirreforma estaria em desacordo com a Constituição Federal por restringir o pleno acesso ao Judiciário a eventuais infrações e por ofender "o princípio da moralidade".

Em relação ao fato de as receitas dos vereadores terem sido aprovadas pela Justiça, o procurador acredita que é, sim, possível rever a prestação de contas caso haja fatos novos. Mesmo que a decisão judicial seja de que não haveria esse novo fato, o pedido de rejeição das contas seria improcedente, mas a apuração de irregularidades continuaria sendo necessária.

fonte: redebrasilatual.com.br

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sábado, 30 de janeiro de 2010

:: Células-tronco ::

Hoje o texto que vou postar se refere a um assunto bastante Polêmico: '' Células-tronco ''.
O texto que se segue foi orginalmente escrito por Gabriela Moraes no Blog Painel Conservador, que indico a vocês , quando tiverem tempo para uma leitura, pois vale a pena.



''Hoje resolvi tratar um pouco sobre as células-tronco.
Simploriamente falando, quando ocorre a fecundação de um óvulo e se inicia a divisão celular, é aí que temos o surgimento das primeiras células-tronco do indivíduo. Elas são capazes de se transformar dando origem a diversos tecidos. Entretanto, as células-tronco não estão presentes apenas no embrião. Estão presentes também na medula óssea, no cordão umbilical, no líquido amniótico, na placenta, sangue e no fígado.

A finalidade buscada para o uso das células tronco é a cura de doenças como mal de Alzheimer, Parkinson, leucemia, entre outras.
Existem dois meios para a obtenção das células-tronco, sendo estas divididas entre adultas e embrionárias.

As adultas são obtidas por métodos aceitáveis como por exemplo, através da medula óssea, cordão umbilical, e os demais meios já citados.

Já as embrionárias são aquelas que causam maior polêmica. Isso porque para serem extraídas é necessário que seja feita a fecundação do óvulo por um espermatozóide ou então uma clonagem, assim, quando o zigoto estiver se desenvolvendo, no terceiro dia depois da fecundação, quando possui entre 50 a 300 células, são retiradas as células-tronco, causando a morte do embrião - o aborto do embrião.

Vejam bem, uma vez que um óvulo foi fecundado e iniciou-se a divisão celular, está claro que existe ali uma vida ou então que força faria as células se dividirem? Quem pode dizer que está morta? Melhor, quem pode dizer que não tem vida? Que direito é dado ao cientista para matar uma vida em troca de outra?
Se a concepção da vida ocorre na fecundação, então nada da direito a alguém de interrompê-la.

Não se pode esquecer que além da constituição garantir o direito à vida, o código civil garante ainda os direitos do nascituro – o embrião- causar a morte dele é ir contra a lei maior e contra as demais garantias da lei civil. Qualquer lei que permita o aborto do embrião para a obtenção de suas células é claramente inconstitucional.''


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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

:: SOLIDARIEDADE ::



A cidade de São Paulo pode bater o recorde histórico de chuvas no mês de janeiro de acordo com medição do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Segundo o órgão, faltam apenas 7 milímetros de chuva para que o recorde anterior, registrado em 1947, seja ultrapassado.
Nesta sexta, a Grande São Paulo completa 38 dias seguidos de chuva. Os problemas ocorrem não apenas em São Paulo, mas também em outros estados. Em Santa Catarina, em novembro de 2008, 135 pessoas morreram após uma enxurrada que devastou o estado. Outras 80 mil pessoas ficaram desabrigadas.
O que podemos destacar de positivo em toda essa história, são os inúmeros exemplos de solidariedade espalhados nas regiões mais sofridas pelas enchentes.
São famílias desabrigadas que com a ajuda de vizinhos conseguem um teto para ficar e doações que chegam de toda a São Paulo.
Solidariedade é a palavra de ordem neste início de 2010. Ajude você também:


Cruz Vermelha
Av. Moreira Guimarães, 699
Segunda a sexta - das 8h às 20h
http://www.cvbsp.org.br/


Defesa Civil da capital
Rua Afonso Pena, 130 - Bom Retiro





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domingo, 24 de janeiro de 2010

:: PARABÉNS SÃO PAULO ::


A fundação de São Paulo insere-se no processo de ocupação e exploração das terras americanas pelos portugueses, a partir do século XVI. Inicialmente, os colonizadores fundaram a Vila de Santo André da Borda do Campo (1553), constantemente ameaçada pelos povos indígenas da região. Nessa época, um grupo de padres da Companhia de Jesus, da qual faziam parte José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, escalaram a serra do mar chegando ao planalto de Piratininga onde encontraram "ares frios e temperados como os de Espanha" e "uma terra mui sadia, fresca e de boas águas". Do ponto de vista da segurança, a localização topográfica de São Paulo era perfeita: situava-se numa colina alta e plana, cercada por dois rios, o Tamanduateí e o Anhangabaú.

Nesse lugar, fundaram o Colégio dos Jesuítas em 25 de janeiro de 1554, data esperada pelo Padre Manoel da Nóbrega para homenagear o apóstolo São Paulo (data da conversão de Saulo de Tarso, às portas de Damasco), ao redor do qual iniciou-se a construção das primeiras casas de taipa que dariam origem ao povoado de São Paulo de Piratininga. O aniversário de São Paulo é comemorado no dia 25 de Janeiro.

Em 1560, o povoado ganhou foros de Vila e pelourinho mas a distância do litoral, o isolamento comercial e o solo inadequado ao cultivo de produtos de exportação, condenou a Vila a ocupar uma posição insignificante durante séculos na América Portuguesa.

Em 1681, São Paulo foi considerada cabeça da Capitania de São Paulo e, em 1711, a Vila foi elevada à categoria de Cidade. Apesar disso, até o século XVIII, São Paulo continuava como um quartel-general de onde partiam as "bandeiras", expedições organizadas para apresar índios e procurar minerais preciosos nos sertões distantes. Ainda que não tenha contribuído para o crescimento econômico de São Paulo, a atividade bandeirante foi a responsável pelo devassamento e ampliação do território brasileiro a sul e a sudoeste, na proporção direta do extermínio das nações indígenas que opunham resistência a esse empreendimento.

A área urbana inicial, contudo, ampliou-se com a abertura de duas novas ruas, a Líbero Badaró e a Florêncio de Abreu. Em 1825, inaugurou-se o primeiro jardim público de São Paulo, o atual Jardim da Luz, iniciativa que indica uma preocupação urbanística com o aformoseamento da cidade.

No início do século XIX, com a independência do Brasil, São Paulo firmou-se como capital da província e sede de uma Academia de Direito, convertendo-se em importante núcleo de atividades intelectuais e políticas. Concorreram também para isso, a criação da Escola Normal, a impressão de jornais e livros e o incremento das atividades culturais.

No final do século, a cidade passou por profundas transformações econômicas e sociais decorrentes da expansão da lavoura cafeeira em várias regiões paulistas, da construção da estrada de ferro Santos-Jundiaí (1867) e do afluxo de imigrantes europeus. Para se ter uma idéia do crescimento vertiginoso da cidade na virada do século, basta observar que em 1895 a população de São Paulo era de 130 mil habitantes (dos quais 71 mil eram estrangeiros), chegando a 239.820 em 1900!). Nesse período, a área urbana se expandiu para além do perímetro do triângulo, surgiram as primeiras linhas de bondes, os reservatórios de água e a iluminação a gás.

As mais importantes realizações urbanísticas do final do século foram, de fato, a abertura da Avenida Paulista (1891) e a construção do Viaduto do Chá (1892), que promoveu a ligação do "centro velho" com a "cidade nova", formada pela rua Barão de Itapetininga e adjacências. É importante lembrar, ainda, que logo a seguir (1901) foi construída a nova estação da São Paulo Railway, a notável Estação da Luz.

O século XX, em suas manifestações econômicas, culturais e artísticas, passa a ser sinônimo de progresso. A riqueza proporcionada pelo café espelha-se na São Paulo "moderna", até então acanhada e tristonha capital.

Trens, bondes, eletricidade, telefone, automóvel, velocidade, a cidade cresce, agiganta-se e recebe muitos melhoramentos urbanos como calçamento, praças, viadutos, parques e os primeiros arranha-céus.

Em 1911, a cidade ganhou seu Teatro Municipal, obra do arquiteto Ramos de Azevedo, celebrizado como sede de espetáculos operísticos, tidos como entretenimento elegante da elite paulistana.

Na década de 20, a industrialização ganha novo impulso, a cidade cresce (em 1920, São Paulo tinha 580 mil habitantes) e o café sofre mais uma grande crise. No entanto, a elite paulistana, num clima de incertezas mas de muito otimismo, frequenta os salões de dança, assiste às corridas de automóvel, às partidas de foot-ball, às demonstrações malabarísticas de aeroplanos, vai aos bailes de máscaras e participa de alegres corsos nas avenidas principais da cidade. Nesse ambiente, surge o irrequieto movimento modernista. Em 1922, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Luís Aranha, entre outros intelectuais e artistas, iniciam um movimento cultural que assimilava as técnicas artísticas modernas internacionais, apresentado na célebre Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal.

Na década de 30, a cidade presenciou uma realização urbanística notável, que testemunhava o seu processo de "verticalização": a inauguração, em 1934, do Edifício Martinelli, maior arranha-céu de São Paulo, à época, com 26 andares e 105 metros de altura !

Em 1954, São Paulo comemorou o centenário de sua fundação com diversos eventos, inclusive a inauguração do Parque Ibirapuera, principal área verde da cidade, que passou a abrigar edifícios diversos projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

Nos anos 50, inicia-se o fenômeno de "desconcentração" do parque industrial de São Paulo que começou a se transferir para outros municípios da Região Metropolitana (ABCD, Osasco, Guarulhos, Santo Amaro) e do interior do Estado (Campinas, São José dos Campos, Sorocaba). Esse declínio gradual da indústria paulistana insere-se num processo de "terciarização" do Município, acentuado a partir da década de 70.

A população da metrópole paulistana cresceu na última década, de cerca de 10 para 16 milhões de habitantes. Esse crescimento populacional veio acompanhado do agravamento das questões sociais e urbanas (desemprego, transporte coletivo, habitação, problemas ambientais ...) que nos desafiam como "uma boca de mil dentes". No entanto, como dizia o grande poeta da cidade, Mário de Andrade: "Lá fora o corpo de São Paulo escorre vida ao guampasso dos arranhacéus".

Fonte: PM SÃO PAULO

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sábado, 23 de janeiro de 2010

:: São Paulo admite ter de usar professor reprovado em exame ::

Qualidade nem sempre é prioridade...

A Secretaria da Educação de SP anunciou ontem (22) que poderá atribuir aulas a professores reprovados em seu processo de seleção para docentes temporários para a educação básica.
Dos temporários que já trabalharam na sala de aula (pouco menos da metade do total de docentes), 40% foram reprovados --não conseguiram acertar metade das 80 questões.
Segundo o secretário da Educação, Paulo Renato Souza, haverá dificuldades para preencher vagas em algumas escolas, principalmente para as matérias de física e matemática.
Ao justificar a possibilidade de convocar professores reprovados, o secretário afirmou que "a nossa prioridade é garantir aulas aos alunos".
Os sindicatos do setor dizem que é quase certo que os abaixo da nota de corte sejam convocados, principalmente para atuar na periferia das cidades da Grande SP, onde o desempenho dos alunos já é mais baixo.
Ainda não é possível saber quantos dos reprovados terão de lecionar, pois o processo de distribuição de aulas não começou --primeiro escolhem os concursados; os temporários preenchem as aulas que faltam.
Apesar de o ano passado ter terminado com 80 mil temporários e cerca de 130 mil concursados, a rede chegou a precisar de mais de 100 mil não concursados (para suprir casos como licença e aposentadoria).
Além dos temporários, o exame também foi feito por outros candidatos --total de 182 mil, dos quais 48% não atingiram a nota de corte. O total de aprovados foi de 94 mil.

Novo discurso

A prova para seleção de temporários foi adotada no ano passado pelo governo José Serra (PSDB). Antes, o critério para a contratação eram os diplomas do candidato e o tempo de serviço.
Ao lançar o projeto, o governo afirmou que quem não atingisse a nota mínima não poderia lecionar. A possibilidade de reprovados darem aulas neste ano letivo foi anunciada ontem.
Paulo Renato afirmou que o corpo docente deste ano está melhor. A explicação do secretário é que foi "uma inovação" classificar docentes com base em seus conhecimentos.
Disse ainda que, caso tenha de contratar os reprovados, serão selecionados os de melhor desempenho. Além disso, a pasta irá criar cursos a distância para capacitação específica em física e matemática.
Um atenuante para o desempenho dos docentes, afirma Paulo Renato, foi a dificuldade das provas, consideradas por ele como "complexas e longas".
O presidente do CPP (um dos sindicatos dos docentes), José Maria Cancelliero, teve avaliação semelhante. O exame foi feito pela Vunesp, que aplica o vestibular da Unesp.
Além de permitir que reprovados lecionem, o governo alterou outro critério. Inicialmente, só iria valer a nota da prova. Após negociar com sindicatos, a pasta decidiu levar em conta o tempo de magistério (que dá bônus de até 20% na nota).

fonte:folha.uol.com.br

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

:: Entendendo a inspeção ambiental veicular ::

Desculpa pela demora para postar .-.
Esses dias eu andei meio sem inspiração, meio desanimada, mas isso já está mudando!

Hoje vou postar um artigo sobre ''inspeção ambiental veicular'' , escrito por Nivaldo Cordeiro , que eu li no site Mídia Sem Máscara e queria compartilhar com vocês.Pois também não concordo com essa iniciativa.

Boa leitura pra vocês:

O artigo do secretário do Meio-ambiente, Eduardo Jorge, publicado hoje na Folha de São Paulo (Inspeção veicular em São Paulo) serviu de mote para eu voltar ao tema. O artigo relata que havia uma empresa contratada, a "Controlar" (Oh, nome! Não poderia haver nada igual. Controlar é tudo que essa comunalha do Trânsito e do Meio-Ambiente almeja, controlar as nossas vidas e tomar o nosso dinheiro). Os sucessivos atrasos provavelmente deveram-se a alguma mão bendita que sabia da enorme injustiça e do enorme abuso que é a colocação em operação desse monstro burocrático.
A escolha da empresa Controlar (Oh, nome!) se deu na gestão de Paulo Maluf em 1996 e, como tudo que Maluf fez, foi cercado de suspeitas e questionamentos. Passaram-se dez anos e nada aconteceu e venceu o contrato da empresa Controlar (Oh, nome!), que foi prorrogado debaixo de muitas críticas e questionamento dos órgãos jurídicos (vê notícia). A base de tudo está no Código Nacional de Trânsito, que no seu artigo 24 reza: "XVI - planejar e implantar medidas para redução da circulação de veículos e reorientação do tráfego, com o objetivo de diminuir a emissão global de poluentes".
Obviamente que se criou, com esse dispositivo, a oportunidade para a construção desse monstro burocrático, transferindo-se o ônus para o proprietário do veículo. A aliança entra a burocracia do trânsito e a do meio-ambiente foi mortal, em prejuízo dos proprietários de automóveis. O custo, vale recordar, é não apenas a exorbitante taxa cobrada, como também a perda de tempo de ter que ir lá, com os respectivos custos inerentes. Um negócio milionário, um cartório corrosivo que o contribuinte idiota morador de São Paulo passou a arcar. Não pense você, caro leitor, que a população de São Paulo, a única no Brasil sujeita a esse constrangimento estapafúrdio, ficará apenas com esse prejuízo. Pense você no proprietário pobre de um veículo. Ele não terá dinheiro nem para pagar a taxa, quanto mais para regular corretamente o motor. É também um atentando contra os pobres.
Essa lei discrimina violentamente a população mais pobre, que assim ficará impedida de circular com seus veículos, automaticamente sucateados. Nenhuma vitória a favor do meio-ambiente, uma grande derrota contra a população mais pobre, impiedosamente roubada e cerceada na sua liberdade. Uma derrota de todos os que moram em São Paulo. Esse é o resumo de toda a ópera. Como sempre, nem uma palavra da grande imprensa contra esse esbulho, ela que está assalariada aos poderosos. Não iria atrapalhar o negócio milionário.
Os argumentos da burocracia, personificados no texto do secretário Eduardo Jorge, são sempre os de última instância: "Como havia dúvidas e resistências naturais a um programa pioneiro como esse, foi fundamental o apoio da Faculdade de Medicina da USP, com estudos detalhados mostrando o impacto da poluição nas cidades brasileiras. Nós perdemos um ano e meio de expectativa de vida devido a essa agressão aos nossos sistemas respiratórios e circulatórios. Idosos e crianças perdem até três anos!"
Essa é uma grande mentira, que só serve para ocultar aquilo que está à vista de todos: essa imposição é apenas um grande roubo, um abuso, um esbulho, em favor dos grupos de pressão caçadores de recursos orçamentários. O senhor Eduardo Jorge é um mentiroso, junto com o prefeito. Não passam de uma quadrilha em conluio para subtrair os recursos financeiros dos moradores de São Paulo, eventualmente proprietários de automóveis. Não se salvou vida alguma, mas roubou-se a população inteira. Um atentado contra a cidadania. Onde estão os procuradores do Ministério Público? Ninguém se habilita a defender os interesses difusos da população de São Paulo?

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sábado, 16 de janeiro de 2010

:: TSE quer instalação de seções eleitorais em penitenciárias ::


O Tribunal Superior Eleitoral divulgou na sexta-feira (15) uma resolução que prevê a instalação de seções eleitorais em penitenciárias para permitir o voto de presos provisórios. Segundo entidades da sociedade civil, há cerca de 150 mil detentos no país que podem ser beneficiados pela medida neste ano.
O texto faz parte de um pacote de resoluções que ainda depende de aprovação do plenário do TSE e será objeto de discussão em audiências públicas no início de fevereiro.
São considerados provisórios os presos que estão detidos em caráter preventivo ou cujas condenações ainda não são definitivas. Segundo a Constituição federal, somente não podem votar os presidiários com sentença criminal da qual não é mais possível recorrer, no período em que eles estiverem cumprindo suas penas.
Apesar de a Constituição garantir o direito de voto dos presos provisórios, na prática somente uma pequena parte deles tem acesso a meios de votação nas eleições. Em agosto passado uma comissão de entidades da sociedade civil solicitou ao presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, a adoção de medidas para reverter esse quadro.
O texto da nova resolução do TSE determina que "os juízes eleitorais, sob a coordenação dos tribunais regionais eleitorais, criarão seções especiais em penitenciárias, a fim de que os presos provisórios tenham assegurado o direito de voto".
Lembrando que a garantia do sufrágio universal aos privados de liberdade, sem restrição de natureza meramente discriminatória, constitui elemento imprescindível à manutenção da dignidade humana e fator responsável por uma melhor reintegração social.
Os textos das resoluções serão debatidos pelo plenário do TSE, que tem até o dia 5 de março para aprová-los.

fontes: folha.uol.com.br
direito2.com.br

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

:: Zilda Arns e 11 militares brasileiros morrem em tremor no Haiti ::

A médica Zilda Arns, fundadora da pastoral da Criança, e mais 11 militares brasileiros morreram no terremoto da terça-feira, 12, no Haiti .O Brasil comanda uma missão de paz da Organização das Nações Unidas naquele país. Nove oficiais do Exército ficaram feridos e sete estão desaparecidos.
O terremoto de magnitude 7 na escala Ritcher atingiu o país na terça-feira (12), destruindo vários prédios na capital, Porto Príncipe, e causando devastação no país da América Central. O tremor afetou a estrutura de telecomunicações no país, e as informações sobre vítimas e danos ainda são desencontrados.
O Itamaraty informou nesta quarta-feira, 13, em nota, que montou uma sala de crise que vai funcionar 24 horas por dia, sob a coordenação do embaixador Marcos Vinícius Pinta Gama.
Informações referentes a cidadãos brasileiros no Haiti poderão ser obtidas junto ao Núcleo de Assistência a Brasileiros, nos seguintes telefones:

(061) 3411.8803/ 8805 / 8808 / 8817
9718 ou 8197.2284.

O comunicado confirma ainda que as instalações militares da ONU, sofreram danos. Mas não há ainda informações mais precisas sobre a situação das tropas brasileiras e demais cidadãos brasileiros a serviço da ONU.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, já embarcou rumo ao Haiti para monitorar a situação. Ele está acompanhado do comandante da Marinha, Almirante Júlio Soares de Moura Neto, o Comandante do Exército, General Enzo Martins Pery, o secretário executivo da Secretaria Especial de Direitos Humano, Rogério Sotilli, o senador Flávio Arns (PSDB-PR), sobrinho de Zilda Arns, além de representantes do Ministério da Saúde, do Ministério das Relações Exteriores e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Na hora do embarque, Sotilli chegou a dizer que o número de mortos poderia chegar a 17. A informação, no entanto, não foi confirmada.
O Itamaraty já anunciou que será enviada uma ajuda humanitária de mais de US$ 10 milhões. Além do dinheiro, o governo brasileiro também disponbilizará até sexta-feira 28 toneladas de alimento. Segundo o ministério da Agricultura, serão enviados ao Haiti açúcar, leite em pó, sardinha e fiambre. Os alimentos irão para o Haiti em dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). O primeiro, com 14 toneladas, deve partir ainda nesta quarta-feira (13).

O ministério das Relações Exteriores também decidiu reforçar a embaixada brasileira em Santo Domingo, na República Dominicana, país vizinho ao Haiti. Segundo o Itamaraty, há no Haiti 1310 brasileiros - desses, 1266 são militares das forças de paz.

Força para o Haiti , as vitimas e suas famílias!


Fontes:
estadao.com.br
g1.globo.com

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

:: AI-5 do lulo-petismo ::

Luiz Inácio Lula da Silva resolveu fazer a sua própria Constituição. Ele assinou um decreto que tem o fedor de um golpe de estado branco.
O decreto tem todas as características da ação solerte, traiçoeira. Foi redigido para enganar, para burlar as regras do estado democrático. Está cheio de cartas na manga, de malandragens, de vigarices intelectuais. Em modestos 6.465 caracteres, quase nada, ele “Aprova o Programa Nacional de Direitos Humanos - PNDH-3 - e dá outras providências”. Ocorre que tudo deve ser feito de acordo com o que está no “anexo”. E é lá que mora o perigo. Em extensíssimos 185.142 caracteres, a mistificação dá as mãos à ilegalidade para deixar registrado em papel o “golpe lulista”. Muito já se falou sobre a revisão da Lei da Anistia. Não que o documento toque no assunto. Trapaceiro, especifica na “Diretriz 25″:

A terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos é um apanhado de 521 medidas que vão desde metas vagas, de difícil implementação, até propostas específicas, e controversas, que também não devem sair do papel. Muitas delas dependem não só da ação do governo federal, mas de municípios, Estados, Congresso e do Poder Judiciário.

O conteúdo do programa do Secretário Nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, não tem a menor chance de ser aprovado pelo Congresso, mas reflete o pensamento do PT sobre todos os temas nacionais de importância estratégica.
Quando tentou a parceria da OAB para a tese da Constituinte, Lula referiu-se à inviabilidade de reformas com a fragmentação partidária do Congresso Nacional. Mas não explicitou que mudanças almejava ao defender a Constituinte.
Se ele e seus ministros (à exceção de dois) assinaram a proposta e ela virou decreto de governo, é legítimo interpretá-la como uma pauta de Governo. E, por óbvio, que seria avalizada na circunstância de uma Constituinte.
Pela diversidade de temas do programa, os direitos humanos estão ali como uma espécie de “Cavalo de Tróia” (conforme definição precisa do jornalista Ruy Fabiano), cujo conteúdo é uma plataforma de governo, ou uma mini-constituinte, como se queira.
Não há, nesse caso, como evitar classificá-lo de uma desonestidade política. Por Decreto, não se institui a gama de medidas ali previstas, sob o rótulo de direitos humanos.
Ele introduz alterações na educação escolar, transformando em doutrina o que o PT entende por direitos humanos, cria tribunais para julgar o comportamento da mídia, consolida a invasão de propriedade como critério para a reforma agrária e dispõe sobre o aborto, entre tantos outros disparates.
Para Vannuchi pouco importa a crise aberta: o que vale é que o Decreto é uma porta de saída para uma gestão que pouco fez além de pagar milionárias indenizações a poucos perseguidos pela ditadura, alguns bastante contestáveis.
É o AI-5 dos comunistas, a diferença é que não precisa fechar o congresso nacional, porque ele fechou para a população brasileira há muito tempo, só aprova o que o ditador-comunista lula manda, tudo a base de muito dinheiro: mensalão, passagens aéreas, horas-extras, diárias de viagens, empregos para parentes...

A íntegra do documento está aqui.

Fontes: http://blogs.estadao.com.br/joao-bosco/

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-suposto-decreto-dos-direitos-humanos-prega-um-golpe-na-justica-e-extingue-a-propriedade-privada-no-campo-e-nas-cidades-esta-no-texto-basta-ler/

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

:: Escravidão na Amazônia ::


Em 2003, com a mudança do artigo 149 do Código Penal, o trabalho degradante passou a ser interpretado, por alguns especialistas, como escravidão.
A condição de escravo identifica-se com o estado de dependência total de uma pessoa por outra, sendo que o escravo, privado dos meios de produção, se mantém como propriedade privada do seu senhor, que pode apropriar-se do seu trabalho, vendê-lo e em alguns casos, matá-lo. O patrão dispõe de seu trabalho e de sua vida. É direito do dono expropriar as energias do escravo e tudo mais que ele possa ter produzido (objetos, seu talento, sentimentos, sonhos de liberdade, etc), trocar, vender ou mesmo eliminar tudo isso, o que, em muitos casos, pode envolver a própria vida do escravo.
É Triste, mas é realidade, a Amazônia é a região que mais tem problemas de trabalho escravo, indica lista divulgada nesta ultima quarta-feira (6) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Conhecida como “lista suja” do trabalho escravo, a relação traz pessoas e empresas que cometeram esse tipo de crime.
Dos 164 casos enumerados pelo ministério, cem deles (61%) ocorreram em estados que pertencem à Amazônia Legal. O local com mais problemas é o Pará (46 casos), seguido do Maranhão (22 casos) – ambos da Amazônia – e Mato Grosso do Sul (18 casos).
Segundo levantamento realizado pela ONG Repórter Brasil, especializada no combate ao trabalho escravo, quase todos os casos ocorridos na Amazônia estão ligados à criação de gado ou à produção de carvão vegetal – ambas atividades apontadas por ambientalistas como principais responsáveis pelo desmatamento da região.
A maior parte das fazendas onde os crimes ocorreram também coincide com o chamado “Arco do Desmatamento”, onde a floresta vai cedendo lugar à agropecuária.
Na Amazônia, quem recebe grande parte das denúncias contra fazendas que empregam trabalhadores escravos é o frei Xavier Plassat, da Comissão pastoral da Terra (CPT). Segundo ele, praticamente todas as queixas dos trabalhadores dizem respeito a alojamentos precários, falta de acesso a água potável, alimentação ruim e condições precárias de higiene.
Mas há casos em que a situação é pior. “Muitos também se queixam de serem roubados. De não serem pagos ou de receberem uma mixaria. E a ainda aqueles que ficam presos, longe de tudo, endividados”, relata o frei da CPT.
Segundo Plassat, os casos de trabalho escravo na Amazônia são mais graves que no resto do país. “O isolamento abre a porta para todos os abusos, e impunidade na Amazônia também é maior, pois o acesso à fazenda é tão difícil que o risco de fiscalização é muito menor para o empregador.”
Um estudo conduzido pela CPT mostra que não são poucos os trabalhadores submetidos a essas condições. Segundo a instituição, entre 1995 e 2009 foram libertadas 38.003 pessoas no Brasil. Destes, 22.762 (60%) ocorreram em estados integrantes da Amazônia Legal.
Mais de um século depois de abolida a escravidão oficial no Brasil, o crime continua sendo praticado com a quase certeza da impunidade. A escravidão contemporânea dispensa grilhões, porém é mais perversa, pois o cativo não é considerado um bem: é aliciado, explorado e descartado. Esse sistema arcaico alimenta um mercado de produção globalizada que faz uso intensivo de energia, tecnologia e capital, mas pouco se importa com as vidas humanas.
O trabalho de erradicação da escravidão deve muito a várias instituições: Organização Internacional do Trabalho, Governo do Brasil, Comissão Pastoral da Terra, Pastoral dos Migrantes, Contag, CUT Brasil, ONG Repórter Brasil, Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, Polícia Federal, Tribunal Superior do Trabalho e tantas outras. Como também aos militantes de direitos humanos funcionários públicos que colocam sua segurança em risco para libertar os cativos.
O que precisa se fazer é , contribuir para a melhoria das condições de vida dos trabalhadores. E conscientizar as empresas para que ajam com responsabilidade social e se aliem a essa campanha.Também julga-se fundamental que as corporações respeitem a Constituição Federal e as normas internacionais de trabalho, bem como busquem parcerias com as representações legítimas dos trabalhadores

fontes: grupoescolar.com
globoamazonia.com

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